O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.

O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.
ROGERIO DO BODOCÃO FAZ FESTA PARA AS CRIANÇAS DE BALDIM, COM BOLO, PRESENTES E MUITAS BRINCADEIRAS.

quinta-feira, 1 de março de 2012

SÃO VICENTE PRESERVA SEU PASSADO




Antigo Armazém do Gustavo Diniz
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NOVO ARMAZÉM  SÃO VICENTE - FACHADA PRESERVADA
Inicia a reforma do NOVO ARMAZÉM SV. Um prédio que resiste ao tempo e se renova para o futuro. E o Divino Espírito Santo abençoa esse empreendimento dando o ar de sua graça!! Parabéns pra vc Dário, por ter este espírito conservador e de valores, e parabéns por ser um filho de São Vicente, empreendedor e voltando às origens. Que Deus o abençoe! Rosangela Efigenia Marques Ferreira




UMA HISTÓRIA DE VIDA
IRIO JOSE Mar 2, 2012 04:52 PM
ARMAZÉM SÃO VICENTE, 
ALI SE PASSOU UM PEDAÇO DA MINHA VIDA TAMBÉM. EM 2003 COM MEUS 14 ANOS COMECEI A TRABALHAR ALI, ME LEMBRO COMO SE FOSSE ONTEM , MINHA IRMÃ COMEÇOU LÁ PRIMEIRO, AI, UM BELO DIA, ELA ME LEVOU PARA AJUDAR ELA A LIMPAR AS VITRINES . AI, ACABOU QUE NO OUTRO DIA VOLTEI , E NO OUTRO TAMBÉM . NA ÉPOCA, O ARMAZÉM ERA DIRIGIDO POR DONA NAIR DINIZ E SEUS FILHOS VIRGÍNIO DINIZ E MERCES.  LA, AINDA HAVIA DE TUDO QUE VOCÊ PRECISASSE , DOS MAIS VARIADOS TIPOS DE DOCE A UMA SIMPLES AGULHA. NA ÉPOCA QUE COMECEI FICAVA A FAZER DE TUDO DESDE ATENDENTE DE BALCÃO A JARDINEIRO POIS ALI HAVIA UMA FLORICULTURA.


 ASSIM O TEMPO FOI PASSANDO E CONFIANÇA EU GANHANDO A PONTO DE EU TER A CHAVE DO ARMAZÉM COMIGO. MUITOS DA MINHA IDADE ME INVEJAVAM E MUITOS ME CRITICAVAM PELO FATO DE EU TRABALHAR. ELES ME CRITICAVAM POIS, COM 14 ANOS, NA MINHA ÉPOCA, ERA PRA EU TA JOGANDO BOLA NO CAMPINHO DE TERRA, NA SERRARIA OU NO CAMPINHO DA PONTE, OU MESMO PELOS CÓRREGOS, IGUAL TODA CRIANÇA DA MINHA IDADE. 


 ME INVEJAVAM POR SER O ÚNICO DA TURMA QUE SEMPRE TAVA COM DINHEIRO NO BOLSO. MUITAS PESSOAS SÓ ME VIAM COMO FUNCIONÁRIO DO ARMAZÉM. QUANDO ME TORNEI VIDRACEIRO EM 2004/2005.MAS, O PERCURSO FOI: MINHA IRMÃ ME LEVOU PRA AJUDAR ELA , GOSTARAM DE MIM E DO MEU SERVIÇO , LA ESTAVA PRECISANDO DE GENTE PRA AJUDA NAS PLANTAS DA FLORICULTURA NA PRODUÇÃO DE MUDAS, NA FABRICAÇÃO DE VASOS , NA VENDA DE QUEIJOS, DOCES E VERDURAS, DE PORTA EM PORTA. 


TUDO ISSO QUE ME FOI DESIGNADO EU SEMPRE FIZ COM MUITA DEDICAÇÃO E EMPENHO, SENDO ASSIM, GANHANDO A CONFIANÇA DOS DONOS. MINHA IRMÃ ACABOU PERDENDO A VAGA QUE ERA DELA PARA MIM . POIS ALI HAVIA UMA VIDRAÇARIA E O VIRGÍNIO JÁ ME VIA NELA, SEM EU PERCEBER ,E ASSIM FOI LOGO EM SEGUIDA. O ARMAZÉM FOI ACABANDO E A VIDRAÇARIA SÃO VICENTE SÓ CRESCENDO E GANHANDO CADA VEZ MAIS ESPAÇO NO MUNICÍPIO E NAS CIDADES VIZINHAS . 


E ASSIM FOI UM PEDAÇO DA MINHA HISTORIA DE VIDA, QUE SE PASSOU NO ARMAZÉM, DE 2003 A 2008, QUANDO TIVE QUE SAIR PARA SERVIR A FORÇA AÉREA BRASILEIRA, ONDE ESTOU ATÉ HOJE. POR ISSO EU DEIXO UMA DICA AS CRIANÇAS, SEMPRE QUE POSSÍVEL EU FALO ISSO , NUNCA É CEDO DEMAIS PARA COMEÇAR . O IMPORTANTE É COMEÇAR . SE EU NÃO TIVESSE COMEÇADO COM MEUS 14 ANOS, NO ARMAZÉM, TALVEZ HOJE EU NÃO ESTARIA ONDE ESTOU , OU NÃO SERIA O HOMEM QUE EU SOU. 


OBRIGADO A FAMÍLIA DINIZ, QUE SEMPRE ME TRATOU COMO FILHO DE VIRGÍNIO . ATÉ HÁ POUCO TEMPO, ALGUMAS PESSOAS AINDA ME PERGUNTAVAM SE EU ERA OU NÃO FILHO DELE, POR ME VEREM DESDE PEQUENO COM ELE . NÃO SOU, MAS A CONSIDERAÇÃO É COMO SE FOSSE . LEMBREM-SE, NUNCA É TARDE E NUNCA É CEDO PARA COMEÇAR, O IMPORTANTE É COMEÇAR A FAZER SUA HISTORIA .




DIRETO DO FACEBOOK
Oi Rosangela Efigenia Marques Ferreira, grato pelo artigo editado no blog http://baldimumdocedecidade.blogspot.com/ sobre a reforma do NOVO ARMAZÉM. É com muita satisfação que estamos tendo a oportunidade de dar a nossa pequena contribuição para preservação das coisas da Nossa Terra e pode ter certeza, com os olhos no FUTURO. Fiquei muito comovido com o depoimento do Írio (o Irinho) no blog. Tenho certeza de que se fôssemos contar todas as histórias que já se passaram debaixo daquelas velhas porém resistentes telhas centenárias escreveríamos alguns livros... fica aí a deixa para quem quiser se habilitar...Dario Jandir Nascimento em 4/março


HISTÓRIAS DO ARMAZÉM SÃO VICENTE
Oi Dario, desculpe a intromissão na sua conversa com a Rosangela, mas como no Facebook vale tudo...até falta de educação, como diria minha mãe, se me visse entrando na conversa dos outros...fico xeretando lá, e quando vc disse que as velhas telhas do Armazém do Gustavo tem muitas histórias pra contar eu não pude resistir. Eu já contei uma, agora é a sua vez, fico aguardando. Ione, editora do Blog


LEMBRANÇAS:  O ARMAZÉM DO GUSTAVO
__ Joana, vai no Armazém do Gustavo, Pede pra Nunuca  me mandar um retrós de linha azul, leva essa amostra da cor do pano, não vai perder, hein, pede pra ela por na minha conta, se não tiver no Armazém, passa no Zezé de Rosalino, ah, e pede pro Liliu por na minha conta, e "vai num pé e volta no outro", que a costura tá enfiada na máquina, esperando...
Essa era a minha mãe, D. Helena, do Seu Chico do Escritório, falando com minha irmã, Joana. Minha mãe, sempre chamava a Joana, não que ela fosse a mais esperta, mas porque ela adorava uma rua e estava sempre disponível pra sair. Mas, "ir num pé e voltar no outro"... não era bem o que ela costumava fazer. Era muita informação naquela cabecinha de borboleta dela. Se fosse tempo de manga, ela passava pelos fundos da casa da D.Virginia, do Seu Juquita Ribeiro, gerente da Fábrica de Tecidos, se fosse tempo de caju, ela passava pela frente da casa. E lá ela ficava, olhando pra cima, esperando um ventinho que derrubasse uma manga ou um caju. Jogar pedra, nem pensar, a não ser que aparecesse um colega de escola...aí podia acontecer de tudo. Finalmente, ela chegava no Romazém do Gustavo, como ela dizia, quando era pequena, uma mistura que ela fazia com  Rosalino e Armazém, as duas únicas lojas de São Vicente. Um bom tempo depois ela chega ao Romazém e lá vinha a Nunuca, de Maria Cadete, que trabalhava no balcão, com a pergunta fatal: 
__ E aí, Joana, o quê que sua mãe pediu hoje?
__ Ah... ela pediu um retrós de linha...
__ Qual a cor?
__ Esqueci.
__ Ela não mandou uma amostra?
__ Mandou, mas eu perdi no caminho...
__ Então, você volta pelo mesmo caminho que você vai achar a amostra e traz aqui de novo.
E lá ia a Joana, de volta, olhando pro chão, procurando o retalhinho do pano.  Às vezes, quem encontrava a amostra primeiro era minha mãe, que já vinha atrás dela, preocupada com a demora,  debaixo do pé de manga ou de caju, é claro. Ione, editora do Blog.




Antigo Cinema de São Vicente
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SÃO VICENTE PRESERVA SEU PATRIMONIO HISTÓRICO
 ABRE UM NOVO COMERCIO.
Comércio com produtos de excelente qualidade e várias opções. 
Secos...molhados..laticínios...etc.
Preço para concorrência.
Seu proprietário é o Douglas , filho do Niltão.
Venha conhecer e desfrutar o que há de melhor.
Garantimos a sua satifação.
Localização "antigo cinema".
Vamos dar a São Vicente e ao Comércio ora inaugurado o prazer da nossa visita.
É São Vicente crescendo , minha gente, pelas mãos de seus filhos.
 Rosangela Marques Feb 14, 2012 05:09 PM



LEMBRANÇAS: O CINEMA DE SÃO VICENTE
O Cinema de São Vicente era mantido pela Companhia Cedro e Cachoeira para diversão de seus operários, que tinham passe livre para entrar. Meu pai, Chico do Escritório,  foi um dos funcionários da Fábrica  que "tomavam conta do cinema", durante muitos anos. Se bem me lembro, antes dele foi o Zé Proton e depois dele foi o Bajôjo, do Seu Nicó. Com certeza, vem dessa época a minha paixão pelo cinema. Os filmes chegavam de Belo Horizonte, pelo ônibus da Empresa Irmãos Rosa, naquelas latas de alumínio, parecendo formas de pizzas, barulhentas para abrir e fechar, que continham os rolos de fita celulóide, cheios de imagens, de sonhos, de pura magia, que só o cinema podia nos dar. Junto com as "bolachas" como eram chamadas, vinham os cartazes, que eram fotos grandes dos artistas e algumas cenas dos filmes. Eles eram guardados, cuidadosamente, no gavetão do guarda-roupa preto, do quarto dos meus pais.  Toda quarta-feira  havia a sessão de filmes adultos, proibidos para menores de 18 anos,   as crianças não podiam ir e as portas do cinema eram fechadas. Mas, quarta-feira era também o dia da nossa maior aventura, nossos pais iam ao cinema, e era o dia de abrir aquele gavetão pesado para  ver os cartazes.  Alguns cartazes continham fotos de beijos e como naquele tempo era proibido criança ver estas coisas...aí estava o gostinho da travessura. O mais difícil era fechar aquele gavetão enjambrado, que ficava torto, meio aberto  deixando pistas. Um belo dia, não deu outra, minha mãe desconfiou, colocou os cartazes numa caixa de papelão e colocou em cima do guarda-roupa. Aí, acabou-se o que era doce. Estes cartazes eram colados numa espécie de porta de madeira, com os nomes do filme e  dos artistas e era colocado no portão de entrada da Fábrica de Tecidos para anunciar o filme que ia passar no fim de semana.Nas sessões de censura livre, só passava filme de faroeste, as portas ficavam abertas e o som do filme, no talo, dos tiros, explosões de dinamites, gritos de índios e tropel de cavalos e diligências ecoavam pelas ruas escuras e silenciosas de São Vicente. Ione, editora do Blog. 
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