FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

GENTE DIVERTIDA

 Baldim
Foto by Ione

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ESSA É DO ZECA DO CARTÓRIO
O Cartório de Registros de Baldim é uma tradição na cidade e um referencial em frente a praça centraL. A piada clássica que quebra o protocolo do ritual dos casamentos "no civil" parte do bom humor da família Reis, na pessoa do famoso, Zeca do Cartório. Ele sempre pergunta aos noivos se eles querem fazer o registro do casamento " á lápis" pois, se o casamento não der certo, ficará mais fácil de desmanchar, é só usar uma borracha.

ESSA ACONTECEU EM BRASÍLIA
Em uma reunião de Prefeitos em Brasília, após um dia cheio de encontros, entrevistas, restaurantes, um Prefeito do interior de Minas chega na recepção do hotel que está hospedado e o recepcionista pergunta:
__ O senhor gostaria de tomar uma sauna?
__Ah, não, obrigado, hoje num dá pra beber nem comer mais nada...
 Dizem que o Prefeito era de Baldim...

GERALDO LEMOS
Ainda na casa do Compadre Geraldo Lemos, quando numa noite de frio intenso, ele ficou com muita raiva, pediu a esposa que lhe cobrisse com todos os cobertores que tinham na casa, ela fez e depois de bem embrulhado ele disse:
"- Célia, abre as portas e as janelas e manda o frio vim topá com 'GerarLemo'! (Prof. Ton)

OUTRA DO GERALDO LEMOS
Outra também do tempo de frio, foi um dia de manhã eu cheguei na casa dele (Compadre Geraldo Lemos) e ele com um cobertor e à beira do fogão com o fogo aceso. Eu perguntei:
- Uai Geraldo, isso tudo é frio?
E ele bem matreiro respondeu:
- Não, mumcado é cobertor!
- Fazer o que? (Prof. Ton)

 MILTON
Milton Furbino Bretas, vulgo Miltinho da Fábrica de Doce, humorista profissional e empresário nas horas vagas. Milton disse que quando nasceu o nome dele já foi um fato consumado. A mãe, quando viu tanta beleza, falou pro pai:
 __ Modesto, o nome desse menino tem que começar com M de Maravilhoso e terminar com N de Notável.
O pai completou:
__ Vamos colocar um LI de Lindo e TO de Bonito.
Assim, formou-se o nome: MILTON. (Prof.Ton)

MILTON DARWIN
Milton Furbino Bretas, nosso pensador, já tem uma teoria formada para a origem e perpetuação da espécie humana que contradiz o Criacionismo  (segundo ele, Adão e Eva só tiveram Caim e Abel e mesmo assim Caim matou o irmão) e o Evolucionismo ( o macaco ter o mesmo ancestral que o homem é impossível, senão o macaco não aceitava ficar no mato, iria viver na favela ou numa cobertura na Savassi)  E, já que é o homem quem domina o ar ele deve ser descendente de uma ave. Mas, o homem também domina a água e a terra, então o homem deve ser descendente de um anfíbio.  Milton então descobriu a origem da humanidade. O que garantiu a preservação da espécie humana foi o cruzamento de uma ave com um anfíbio. E somente depois de muito pensar descobriu que é o cruzamento da rolinha com a perereca. (Prof. Ton)

MAIS GERALDO LEMOS
Uma boa do Geraldo Lemos, foi quando uma noite ele estava na rua e uma das moças lá do Jardim das Flores(como era chamado o cabaré, antigamente em Baldim), veio à rua toda arrumada, estava com um vestido vermelho muito chamativo, decotado, justinho, tava chamando a atenção. Quando ela passou o Geraldo Lemos mais que depressa comentou:
- Esse vestido vermeio tá bonito dimais!
A moça, nada educada desfez do Geraldo, respondendo que não era pro bico dele. Ele não se fez de rogado e respondeu no ato:
- Cê tá enganada, eu agradei foi só das arriata, num foi da égua não!
(Prof. Ton) 

CAUSO DO MILITÃO
Caso engraçado, quem me contou foi o Geraldo Militão. O Geraldo Militão tinha um jipe e fazia então as vezes de táxi em Baldim. Certa tarde, chegou até ele o Zé Miúdo, celeiro afamado (profissional que trabalhava com sola, fazendo arreios, e artefatos para a lida com gado e cavalos) , querendo que o Geraldo o levasse até a fazenda do sô Zé Barbosa, pois ele, Zé Miúdo, viúvo, estava de namoro e casamento marcado com a Maria (que ainda vive e mora na mesma casa na Rua João Luis). Geraldo fez a corrida, só que antes de chegar na fazendo tinha uma tronqueira ( porteira feita de arame farpado) e no momento em que o sô Zé Miúdo desceu do jipe para abrir a tronqueira , chovia um pouco, ele desceu do jipe, abriu a tronqueira e a chuva caindo e molhando ele todo, na tentativa de andar mais rápido os arames da tronqueira embaraçaram e ele nem percebeu, quando o jipe passou e ele foi fechar a tronqueira, quem disse que ela alcançava o poste para abotoar, ele puxava, esforçava e não via que estava embaraçada, já molhado e com muita raiva jogou ela pro canto da estrada, o Militão questionando o que havia acontecido, ele respondeu com ar de quem não queria render conversa:_ Acho que com a chuva esta diaba incolheu(Prof. Ton)

GERALDO CABRITO, O FULIÃO
Geraldo Fernandes, também conhecido como Geraldo Cabrito, era um folião dos mais animados que existiu em Baldim. Sua figura ficou no imaginário das crianças daquela época com sua farda toda branca e seu chapéu enorme, cheio de espelhos e fitas. Ele e a esposa moravam numa casa que ainda existe, atrás da Quadra de esportes. Moravam só os dois lá. Ele bebia muito.Um dia, ela foi buscar lenha, caiu numa grota e quebrou a perna. Geraldo Cabrito, bêbedo, não viu que ela não voltou pra casa. No dia seguinte, é que ele foi procurar por ela. Ela tinha que ser removida para Sete Lagoas. Naquele tempo não havia ambulância na cidade. Antes de procurar um carro ele passou pelo Bar do meu pai, o Domingos Barbosa, e disse:
__ Óia, se a Maria não tivesse quebrado a perna, era só nóis ir andano mermo divagarin, que nóis chegava lá em Sete Lagoas, inhante deu arranjá um carro praí. (Prof.Ton)


Antiga casa de Zé Torres
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ZÉ TORRES, O MENTIROSO
O Sô Zé Torres era famoso na cidade pelos causos engraçados, pelas mentiras exageradas e pelo seu jeito espirituoso de responder as perguntas. Ele sempre tinha uma resposta pronta, na ponta da língua. Uma tarde, voltava ele do serviço e passando pela praça, encontrou uma turma de amigos. Um deles gritou de longe: __ Ei, Zé Torres, vem cá contar uma mintira pra nós! E a turma deu aquela risada, já adivinhando o que vinha por aí. Zé Torres se aproximou, andando rápido,olhando pro chão, com a cara fechada, chegou perto do Chico de Assis e falou: __Óia, eu hoje num tô pra brincadeira, não. Eu tô vindo do serviço e já vinha imaginando cumé que eu ia te dar esta notícia. Intão, seu açudinho rebentou e sua roça tá lá e ocê tá aí nessa cunversa fiada... Minha Nossa Senhora! disse o Chico, já subindo no cavalo e saindo na disparada. Zé Torres continuou lá, olhando pro chão, com aquela cara de tristeza. Não demorou muito, lá vem o Chico de Assis de volta, na disparada. __ Ô Zé Torres, que história é essa, tá tudo bem lá na roça. __ Uai, ocês me chamaram aqui pra contá uma mintira... eu contei, uai. ( Ione, editora do Blog)

SÔ BENÉ, O VEIÁCO
Agora, caso veiáco é o do Benedito Mendes Linhares, o Sô Bené, o sacristão. Ele foi adotado quando tinha uns nove anos de idade.Quem me contou foi a irmã dele, irmã de D. Belarmina, mãe de José Antonino dos Reis. Depois de alguns anos o marido de D. Virgínia morreu. Sô Bené passou a ocupar o lugar dele até que se casaram e viveram muito e muitos anos casados. A Tia Virginia
falava assim que ele fora um 'veiaco' pulou do canto para a berada da cama. Eu conheci o casal, meu pai vendia leite e todos os dias a gente tinha que entregar o leite para eles, pois já eram idosos, moravam onde hoje é casa do José Lira ( Juiz de Paz), nunca a gente voltava de lá sem um agrado. (Prof.Ton)

 JÚLIA BRÁS, A POLITIQUEIRA
Júlia Brás (já falecida) era irmã do Jaime (o do causo do cemitério) e era extremamente alegre. Vivia rindo pelas ruas de Baldim. Não possuía dentes, tal qual o Jaime.A ausência de dentes também é uma característica de seus irmãos. Certa vez,durante uma eleição para prefeito do município, minhas irmãs Neneca (Carmen) e Laila se encontraram com a Júlia na Praça Emílio de Vasconcelos (no Centro).Vale uma explicação: meu pai, Luis Soares, era fundador do antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro, logo, minha família acompanhava o partido de meu pai. Na época, só existiam o MDB (oposição) e a Arena (partido dos militares e que estava no poder). O bipartidarismo prevalecia no período da última ditadura, iniciada em 1964. Voltando ao caso daquele dia de eleição. Uma de minhas irmãs, brincando com a Júlia, perguntou: __E aí, Júlia, em quem você votou? Júlia, às gargalhadas, mostrando as gengivas rosadas, foi taxativa, com a convicçãode que seu voto não seria revelado: __ Ô, boba! Voto a gente num conta não, inda mais prôcês que são do outro lado. (Luizinho Soares, jornalista)

VEREADOR, SUA EXCELÊNCIA
Que ninguém me chame para testemunhar, pois o relato abaixo, são "causos" que eu ouvi contar. Em uma certa reunião da egrégia Câmara de Baldim, dois Vereadores dos mais dedicados, entraram numa séria discussão devido a um projeto em que ambos tinham opiniões contrárias. Num dado momento, um Vereador se dirigiu ao outro de maneira ofensiva e o Vereador ofendido, respondeu que, infelizmente, agora não mais poderia se calar visto que: – Agora Vossa Excelência ofendeu a minha Excelência!”.  Um deles já falecido, foi um dos grandes políticos de nossa cidade, o outro ainda vive e não mais faz parte do Legislativo. (Prof. Ton)

A TRONQUEIRA
Caso engraçado, quem me contou foi o Geraldo Militão. O Geraldo Militão tinha um jipe e fazia então as vezes de táxi em Baldim. Certa tarde, chegou até ele o Zé Miúdo, celeiro afamado (profissional que trabalhava com sola, fazendo arreios, e artefatos para a lida com gado e cavalos) , querendo que o Geraldo o levasse até a fazenda do sô Zé Barbosa, pois ele, Zé Miúdo, viúvo, estava de namoro e casamento marcado com a Maria (que ainda vive e mora na mesma casa na Rua João Luis). Geraldo fez a corrida, só que antes de chegar na fazendo tinha uma tronqueira ( porteira feita de arame farpado) e no momento em que o sô Zé Miúdo desceu do jipe para abrir a tronqueira , chovia um pouco, ele desceu do jipe, abriu a tronqueira e a chuva caindo e molhando ele todo, na tentativa de andar mais rápido os arames da tronqueira embaraçaram e ele nem percebeu, quando o jipe passou e ele foi fechar a tronqueira, quem disse que ela alcançava o poste para abotoar, ele puxava, esforçava e não via que estava embaraçada, já molhado e com muita raiva jogou ela pro canto da estrada, o Militão questionando o que havia acontecido, ele respondeu com ar de quem não queria render conversa:
_ Acho que com a chuva esta diaba incolheu! (Prof.Ton)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

GENTE INTERESSANTE





 Sinhaninha Coronha
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A PRIMEIRA GARI DE BALDIM
A primeira gari de Baldim, certamente foi Sinhaninha Coronha, funcionária da Prefeitura, figura conhecida de todos, que durante anos varreu a praça e as ruas da cidade. Todas as manhãs, lá vinha ela, arrastando sua vassourinha de palha, levantando poeira. Os chinelinhos já gastos de longas caminhadas de anos a fio, a roupa branquinha e limpa, lenço colorido na cabeça e óculos escuros pra se proteger do sol completando o figurino. Sinhaninha tornou-se uma figura interessante não só pelo seu apelido, ou sobrenome, "Coronha", (dizem que seu pai ou marido entalhava na madeira coronhas para espingarda, ou não) como também por ser portadora de um papo (Bócio, carência de iôdo) o que deveria lhe valer o apelido de Sinhaninha Papuda, o que não aconteceu. Quem souber da verdadeira história da Sinhaninha Coronha que conte outra ou confirme esta.(Ione, editora do Blog)
 Tinha que ver a pompa dela em dias festivos, ela tinha peruca de cabelo, e colocava peruca e lenço colorido, ficava fashion, como dizem os jovens hj em dia! Era uma figura notável, e também era apaixonado pelo Dr. Mário, Dentista, dia dele atender em Baldim ela ia varrer a rua de visual caprichado, de peruca, óculos escuros e tudo! Eu me lembro dela... ficava brava quando via alguém jogar qualquer coisa no chão... Uma cena triste que eu guardo na memória foi um dia, em frente ao cartório do Zeca, ela varrendo a rua, encostou um caminhão da roça, cheio de gente... ela varrendo ali perto e o povo começou a jogar bagaço e casca de laranja no chão. Ela veio brava chingando muito... e o povo não a respeitou. Ela esbravejou e começou a catar as cascas, os bagaços e jogar no povo em cima do caminhão. Foi um bate boca danado, o Dondóia, delegado, veio chamar a atenção dela. Ela tava muito nervosa, chingou ele, e ele deu voz de prisão pra ela. Dois soldados a levaram pra cadeia, que era onde é hoje o Banco do Brasil. Essa cena eu nunca consegui apagar da memória, tadinha, ela desmaiou e foi carregada pelos braços... judiação! (Prof. Ton)




 Rua da Igreja - São Vicente
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FERNANDO BARRÃO
Barrão tinha este nome, digo, sobrenome, pra não dizer apelido,  porque parecia um barrão. Barrão, pra quem não sabe é um porco gordo, o que dispensa maiores explicações. Sua aparência era de um pobre que já foi rico. Alto, gordo,  moreno e jovem, vestia terno, calça e paletó,  sempre aberto, sem camisa, mostrando o peito cabeludo atrás da gravata vermelha.  Sapatos sem meia, chapéu preto, cabelos e barba negros,  abundantes  e sujos. Se tomasse banho, vestisse camisa e meias faria até uma boa figura. Mas assim, bonitão, ele não seria o terror da criançada, assustando uma geração inteira. Assustador era quando o Barrão batia na porta das casas pedindo comida e roupa. Caladão, só pedia terno, sapato e gravata vermelha, outra coisa não servia e ninguém se atrevia a dar-lhe outro tipo de figurino. As crianças corriam pra dentro de casa e se escondiam até ele ir embora. O que mais assustava nele era aquela voz alta e rouca  e os bolsos cheios de pedras enormes. Era a diversão e o terror ao mesmo tempo. Era gritar e correr: __ BARRÃO!  A resposta era imediata,  uma série de palavrões que ecoavam na praça inteira e  uma chuva de pedras pra todo lado. Era o sinal para as mães chegarem na porta das casas gritando os filhos pra dentro de casa. Ele subia a rua correndo atrás das crianças, ainda ouço o barulho que ele fazia correndo  rua acima, parando numa freiada , pra juntar mais pedras, e aquele sapatão derrapando no cascalho solto. Geralmente isso acontecia depois da aula, com a praça cheia de crianças saindo da escola. Em poucos minutos a praça estava vazia e Barrão ficava lá, sozinho, resmungando os últimos palavrões, só pra ele mesmo. A última cena era ele carregando os bolsos novamente de pedras para a próxima batalha. Nunca vi nem ouvi contar  que o Barrão tivesse acertado pedra em alguma criança. Ou ele tinha péssima pontaria ou era apenas mais um doido de jogar pedra, do bem. (Ione, editora do Blog) 


Esta é a nossa Desinha
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COMUNIDADE NO ORKUT
"Eu conheço a Desinha" este é o nome da Comunidade da Desinha no Orkut, desde fevereiro de 2006, com 127 membros. Apesar das brincadeiras e a zuação dos membros da Comunidade eles falam da "Dê" de uma maneira carinhosa e contam as paradas divertidas dela. A Desinha pertence a uma família tradicional da cidade de Baldim e é querida e respeitada pelos parentes e amigos.Pra quem não conhece, a Desinha é uma figura interessante, já idosa, (80) mas muito esperta e descontraída. Ela usa roupas estampadas e longas, laços coloridos e flores na cabeça e cabelos pintados de vermelho. Está sempre maquiada, como se fosse pra uma festa, sombra nos olhos, batom e esmalte vermelhos, completam o figurino. Se alguém na cidade pintar os cabelos de vermelho...já leva o apelido de "Desinha". Ela mora na Praça Central de Baldim, tem um Bar na entrada da sua casa e é ela quem toma conta de tudo. É por aí que começa a confusão, ou seja, a maneira como ela administra seus negócios. Pra início de conversa, só entra no Bar quem ela deixa entrar e põe pra correr quem ela quer também. A brincadeira da galera é apostar quem tem coragem de entrar no Bar da Desinha e pedir um copo d'água... ninguém se atreve, haja pernas pra correr depois. E ela chama a Polícia dizendo que tem maconheiro na porta do Bar. As vêzes, ela mesma resolve o problema, quando a galera fica de zuação, ela joga pimenta neles pra espantar a freguesia. Um estranho entrou lá e educadamente, pediu a ela : - Ô Tia a senhora tem cerveja Skol?" e ela brava: -Tia?... só se eu fosse irmã da pqp... e vai saindo daqui que você não é meu freguês. O cara saiu correndo. Ela tem uma TV no Bar, com quem conversa o dia todo e responde a todos os cumprimentos dos apresentadores. Quando tem futebol ou os últimos capítulos de uma novela ela mantém um sapo na porta do Bar e com uma vassoura ela joga o dito cujo na freguesia pra ninguém entrar pra ver TV. Ela proíbe estacionar carro na porta do seu Bar, apesar de não haver no local nenhuma proibição. Quem já conhece a Desinha passa direto. Diversão garantida é quando algum estranho aparece na cidade e se atreve a estacionar lá. Passa o maior vexame com o escândalo que ela dá e pra não pagar mais mico, retira o carro. Agora, brincadeira sem graça foi quando tentaram roubar o dinheiro dela. Não deu outra, ela pôs a boca no mundo:
__ Roubaram o meu dinheiro! levaram até as pratinhas!Ela chamou a Polícia, disse o nome do ladrão e a polícia pegou o cara.A pergunta é: Quando a Desinha fatura no seu Bar, se ela espanta a freguesia?Quando falta cerveja na cidade e ela tem a mais geladinha, com direito a pastel de mixido, mas ela só vende pra quem ela quer... essa é a nossa Desinha. (Ione, editora do Blog)

 Praça de Baldim
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ZÉ PIRAPAMA
A Festa de agosto era a época em que o Zé Pirapama, vinha para Baldim, ele chegava no início do mês de agosto e só ia embora depois que passasse a Festa. abaixo eu conto um pouco do que eu fiquei sabendo sobre ele. Wellington Geraldo Barbosa Zé Pirapama Quem não o conheceu, perdeu a bela chance de ter vivido com uma dessas figuras lendárias, que serviam para mães acalmarem crianças levadas e inquietas. Era um homem de baixa estatura, ne-gro, uma barriga um tanto saliente, andarilho, pedinte, sempre com um saco de linhagem às costas onde carregava suas matutagens. Era mo-rador de Santana do Pirapama, daí o codinome Zé Pirapama. Não perdia um Jubileu do mês de Agosto em Baldim, sempre vinha para cá, ainda na novena, dormia em quarto dos fundos junto à garage na casa de meu pai, toda noite era a mesma campanha, tínhamos, eu, meus irmãos e às vezes um camarada (como chamávamos os empregados que trabalhavam na roça) , que acender a fogueirinha dentro do quarto onde ele dormia. Quando por algum motivo a fo-gueira demorava a sair, e às vezes a gente demorava a acender só pra ver a reação dele, ele ficava todo nervoso, mordia as mãos e soltava uma série de balbucios difíceis de ser decifrados, mas, que com certeza pela sonoridade e agitação eram xingamentos dos “brabos”. Andava durante todo o dia pelas ruas e comércios, pe-dindo esmolas, acompanhava as procissões, ia às missas. Mas o Zé Pirapama era aquela figura, nunca abandonava o saco de matutagem, vi-via mastigando como se fosse um ruminante. Por causa disso havia a famosa história a seu respeito, de que ele comia carvão, mastigava era carvão o tempo todo. Por quê? Quando criança, era ele quem tinha que levar o almoço para o pai que trabalhava na roça, e um dia ele resolveu parar durante o caminho até o tal roçado, onde o pai lavrava a terra e , abrindo a marmita , roubou os torresmos, que representavam a única porção de carne que a família comeria naquele dia. Tentando disfarçar o mal feito colocou no lugar dos torresmos, alguns pedacinhos de carvão. O pai sendo muito violento, ao chegar em casa deu uma surra na pobre mulher, a quem julgava ter cometido tamanha ousadia. A mãe que apanhara inocente, mas com o coração cheio de mágoa, haveria dito que o malfeitor, culpado da surra que levara, haveria de pagar , comendo carvão o resto de sua vida. Daí a explicação, para o fato do pobrezinho do Zé Pirapama, viver mastigando e sempre uma coisa escura, que nunca soube , verdadeiramente se era fumo, ou torresmo, ou até mesmo o danado do carvão. Mas, essa história servia mesmo era para ilustrar ainda mais o imaginário das crianças de minha época. “Não se pode mentir”, “Não pode desobecer”, “Tem que se ter muito cuidado com que podemos fazer à mamãe”, “Praga de mãe, pega” ! Zé Pirapama, de uma forma ou de outra, ajudou a educar. Era uma criatura doce, apesar da aparência incomum, era uma boa alma que nunca quis fazer mal a ninguém, nem mesmo quando em seus ataques de braveza, ele agredia. Quando ficava bravo , agredia a si próprio, mordendo as mãos. O dia de seu falecimento em Santana do Pirapama, foi um dia memorável, a cidade toda parou para prestar a última homenagem ao mais simples dos cidadãos, todo o comércio fechou portas e grande parte da população fez questão de acompanhar o Zé até a última morada. (Prof. Ton)

HISTÓRIA CONTADA
Anderson Lima disse: Olá! Sr. Wellington, é história ou estória? Só quero te dizer que é muito bonita a estória de "Zé Pirapama". Eu me lembro que quando minha mãe era viva, ela contava esta estória pra mim e meus irmãos. Ela era do Distrito de Amanda. Belas recordações...lendo estas estórias chego até me emocionar, lembrando da falecida, que Deus a tenha.

INFANCIA
Cassiane disse... Olá! Adorei ler sobre esse causo do Zé Pirapama, realmente me remeteu a infância, minha mãe sempre contava... Entrei hoje pela primeira vez no Blog e adorei! Sou neta do Vovô Culano que era dono da Serraria que mais tarde foi do Tio Lúcio Rosa e hoje é um mercado. Senti falta de algum caso do meu outro avô, o Vovô Mundango, que era uma super figura de Baldim, merece lembranças... Mesmo sendo ausente, amo Baldim! Abraços.

domingo, 2 de maio de 2010

COMIDA TÍPICA




Foto: Feijoada no fogão a lenha
Foto by Ione
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COMIDA CASEIRA

Este espaço está reservado para promover a comida gostosa de Baldim e deixar todos com água na boca. Aqui em Baldim "mineiro num come quéto não", muito menos pelo contrário. Nem precisa de desculpa pra se reunir e comer. Até nas reuniões do Clube dos Hipertensos rola salgadinho... e do Clube dos Diabéticos rola um docinho... (brincadeira). Aqui, cada um tem uma especialidade, quanto mais simples a comida mais saborosa ela é. O Padre Mauro que o diga, ele provou da comida de toda a cidade. Gente fina o Padre Mauro, com todo o respeito, ele se convidava pra almoçar na casa de uns e outros e ia mesmo. Ele não marcava hora nem lugar, simplesmente aparecia na hora da comida e comia o que tinha. Tão simples quanto um parente que chega sem avisar, mas não aperta a dona da casa. Numa pequena cidade de interior é uma honra receber um Padre em casa para almoçar. E ele, com toda sua simplicidade cativou a todos assim. Grande Padre Mauro. Aqui, os almoços ou jantares de adesão já são uma tradição na cidade, seja para ajudar uma família necessitada, para comprar uma cadeira de rodas ou uma simples comemoração. Quem quiser dar dicas ou receitas de comida gostosa...pode participar. Para citar apenas algumas delícias, anote ai:
- O Churrasco do Joaquim
- A Pizza do Carlinhos
- O Frango com Quiabo e Angu do Bodocão
- O Pastel da Maria de Bilinha
- O Hamburguer do Robinho
- O Frango assado com Tropeiro do
- A comida caseira da Solange
- Os Doces e Biscoitos da Tia Teresa
- A Vaca Atolada do Domingos do Bar
- A comida caseira da Maria do Toucinho
- A Pizza da Celeste de São Vicente


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Vídeo: Doce de Mamão da Tia Tereza
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  TIA TEREZA
Recentemente, a Tia Tereza gravou um vídeo para o Programa "Viação Cipó", da TV Alterosa que foi ao ar no domingo, às 10:00h da manhã. Vejam o vídeo. Tia Tereza, é conhecida em Baldim como a melhor doceira da cidade. Mas, ela não tem uma Fábrica de doces. Ela faz doces em sua casa, sob encomenda, há tantos anos, que seu Doce de leite, em pedaços, tornou-se uma tradição na cidade. Tia Tereza também faz doce de frutas e biscoitos diversos, tudo sob encomenda. E ainda participa das atividades da Igreja e do Clube da Terceira Idade, onde ela aprende e ensina artesanato. Com aquela carinha de santinha, que Deus lhe deu, ela é a melhor contadeira de piadas do grupo. Numa tarde de quarta-feira, na Oficina de Artesanato, a Tia Tereza, com aquele jeitinho dela, sem tirar os olhos do crochê,  começou mais uma piada. Sentada de costas para a entrada do salão, ela nem percebeu a chegada do Padre Gislei, que fez sinal de silêncio para todos , parou atrás da cadeira da Tia Tereza e ficou ouvindo a piada. Quando ela terminou a piada a risada foi geral, não só pela piada, mas pela cara dela quando viu o Padre. E ela disse, tranquilamente: "Uai, Padre, o senhor tava aí?" Gente fina, Tia Tereza. Ione, editora do Blog
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