O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.

O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.
ROGERIO DO BODOCÃO FAZ FESTA PARA AS CRIANÇAS DE BALDIM, COM BOLO, PRESENTES E MUITAS BRINCADEIRAS.

sexta-feira, 15 de março de 2013

NOSSA GENTE, ISSO TAMBÉM É BALDIM.



Uma rua de Baldim
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QUEM SE LEMBRA DO "SOZA"?
Outro dia conversando sobre o Rio das Velhas, comecei a recordar, lá pelos idos de 1982, quando tivemos conhecimento do fato que acontecia de tempos em tempos, denominado "descarga". Que logo após alguma chuva, dizem que as indústrias liberavam seus esgotos em BH e acontecia então uma descarga de componentes químicos no Rio que fazia com que os peixes, na época, de existência abundante, se dirigissem às margens do rio ou subindo os córregos afluentes em busca de oxigênio e os Pescadores então munidos de uma fisga, aproveitavam o momento para capturá-los. e Num desses dias, eu estava indo pra escola, no "Ginásio Velho", e o SOZA, tava voltando da pescaria com um surubim cuja cabeça estava apoiada em seu ombro e a cauda arrastando na rua e, acreditem ele o tinha capturado no Rio das Velhas, na Barra do Córrego Grande...

Aí o assunto passou para o Buteco do Soza, ficava do outro lado da rua do Ginásio Velho, era antes do "Jardim das Flores" ser inaugurado, o centro noturno de lazer de Baldim (rsrsrs... nome de novela, né!. |Me lembro do Buteco com duas portas de madeira, geralmente só uma que ficava aberta, e lá a conversa era sempre animada e alguns alunos dizem que passavam por lá depois da aula do turno noturno. E muitos eram os casos de lá, como por exemplo o grito que o SOZA dava quando começava alguma confusão:
 "- Cuáááá, bagunça no meu buteco, não! Óia o mulato!" (quando falava mulato, se referia a um porrete muito forte - quase um cacetete - que possuía e ficava debaixo do balcão, com o qual separava as brigas).E lá funcionava também alugando um quartinho para o meretrício, cujas histórias não podem ser publicadas. Mas fico lembrando e pensando quem mais poderia ajudar nesses fatos que fazem parte da história de Baldim e que não são registradas.

Outra boa do Soza foi quando ele morreu e minha mãe foi visitar a D. Maroca, a viúva. Minha mãe chega toda solidária e vai cumprimentar com o famoso pesar, D. Maroca deu um bravo e disse que não queria pêsames, queria era felicitações, pois havia se livrado de uma carga, ficamos meio sem graça com a situação, mas ela explicou lá os motivos dela e a gente teve foi que achar graça.
 D. Maroca também fez parte da história, me lembro que foi uma das primeiras mulheres que tive conhecimento que havia sobrevivido ao câncer de mama, na época nem podia se falar o nome, falava-se de "aquele mal", "aquela doença", por causa da qual ela havia sido mutilada.
 Mas quem souber mais casos que aproveite a deixa para retomarmos o trabalho de escrita da história de Baldim. Deixando bem claro que não é para perder o foco de ótimo Jornal diário que este blog tem sido!
Ton (filho de Domingos Barbosa e Celsa Sena)15/03/2013 12:37:00





Encenação da Semana Santa, em Baldim
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VERÔNICA

Para eu menino, havia algo de surpresa

Naquele ar carregado da Semana Santa,

Cheiro de alecrim e manjericão,

Espanto, pranto e dor.

Bem perto do triste andor

De cor roxa da paixão.


Austero seguia o povo

O fumo do insenso

Da procissão do enterro.

De repente para o cortejo

Que, como serpente corria,
Pelas vielas do vilarejo...
Severo silêncio, sacro e santo
Das rezas e matracas
Tudo para, estaca...
Um grito agudo, fino canto 
Fere o silêncio.
Eu menino me espanto
Das mãos da cantora o pano descerra
Enquanto o canto (ou lamento?)
Vai mostrando lentamente a face crispada do Cristo,
Seu sofrimento.
Verônica a entoar o lamento da paixão.
Arauto sonoro e triste da ressurreição.

JOCAFE - (João Carlos Ferreira é filho de João Afonso Ferreira) 





Junia Maria dos Reis
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NADA
Quando se faz uma pergunta a uma mulher e ela diz: Nada!
Não pergunte mais, pode ouvir o que não quer...

  •  O nada pode ser perigoso
  • Se você quiser saber
  • É bom ser consciencioso
  • Para resposta e perdão obter.
    Pois com certeza
  •  algo errado foi feito
  • Ela jamais usará clareza
  • e a mágoa levará ao leito.
    Uma certeza lhe darei
  • o NADA que diz ela
  • é carregado de dor e eu sei
  •  Que o coração que mais dói é o dela.
    Cuidado com o NADA da mulher
  • o NADA diz mais que tudo
  • Esforça-se para saber o que é
  • ou o NADA destruirá o seu mundo...
    Pois se o NADA dizemos
  • é porque não temos liberdade
  • de dizer o que queremos
  •  e temos que esconder a verdade
    O medo pode nos levar
  • o NADA dizer também
  • O temor de ferir e magoar
  • e de sermos feridas, vem.
    O medo a língua trava
  • o coração fica ferido
  • o olhar vai para o nada
  •  e o NADA é proferido
    O pior do NADA é o que ele causa
  • dentro do peito e do relacionamento
  • Pode distanciar e ferir sem pausa
  • sem esperança de tratamento.
  • Podemos um dia acordar
  • e perceber que do relacionamento
  • NADA restou para salvar
  • pois Nada é o nosso sentimento.
    Tema o NADA
  • Resolva o NADA
  • Ou seja indiferente ao NADA
  • E o relacionamento se resultará em NADA....  


  • ALGO QUE ME FALTA...
  • Não sei ainda dizer
  • de que ou de quem sinto falta
  • Minh'alma sempre anseia por ver
  • algo ou alguém que me falta.

  • Talves ao ouvir minha tristeza
  • vc possa me ajudar
  • a pensar com clareza
  • e isso ou alguém decifrar .
  •  
    Sinto falta de um vendeiro
  • que sua vida sempre foi ajudar
  • batalhava como um guerreiro
  • para sua ajuda aumentar.
  •  
    Nunca em si, pensava
  • e prejuízos sempre levou
  • com todos sempre se preocupava
  • e no final não sei o que ganhou?

  • Se vc já decifrou
  • por favor me diga então
  • pois ainda perdido estou
  • e aflito por uma conclusão.

  • Sinto falta do sábio
  • que para tudo sempre tinha
  • profundas palavras a dizer
  • e tudo e todos compreendia...

  • Sinto falta do auto-didata
  • que de tudo entendia
  • conselhos dele nunca faltava
  • Sobre tudo que lhes dizia.
  • Sinto falta do festeiro
  • que um dia todo ano devotava
  • Sua vida, sua casa, seu dinheiro
  • Ministros, catopês e banda ele alimentava.

  • Sinto falta de ver a alegria
  • nos olhos de quem aflito estava
  • Que a ele recorria
  • e ele tudo, tudo ajustava...
  •  
    Gente já sinto falta de muita coisa
  • e ainda não me disseram nada
  • Pois ainda outras faltas tenho
  • e a questão ainda não foi decifrada...
  •  
    Sinto falta da ajuda
  • que nunca foi negada
  • a quem à ele pedia
  • ele sempre delegava.
  •  
    Sinto falta do delegado
  • que com sabedoria conseguia
  • solucionar problemas pesados
  • e de sua vista, amigos saía.
  •  
    Sinto falta do executivo,
  • que por duas vezes foi eleito
  • Sempre justo honrado e pacífico
  • foi assim que exerceu seu pleito.
  •  
    E do fazendeiro sem direitos
  • de usufruir do que era seu
  • a todos sem nenhum preconceito
  • a produção natural de sua fazenda concedeu.

  • O homem que a mim viciou
  • a gostar de musica e me conduzia
  • apreciar o silêncio e me iniciou
  • as artes,a leitura e a poesia.
  •  
    Sinto falta do homem rico
  • em todos dons divinos
  • justo, manso, longânime e paciente
  • Benigno, amoroso e prudente.
  •  
    Fico sempre a procurar
  • tudo isso em alguém
  • mas só nele pude encontrar
  • tudo isso junto e em mais ninguem.
  •  
    Quem será esse enigma?
  • Será o homem perfeito?
  • Não, isso ele não era
  • Pois também tinha defeitos.
  •  
    Mas diante de suas qualidades
  • seus defeitos eram insignificantes
  • tendo uma vida baseada na bondade
  • onde amar era o mais importante.
  •  
    Seu nome ainda não sei
  • não consigo decifrar
  • Para ele um apelido dei
  • Que se resume AMAR.
  •  
    Pois ele não é leviano, invejoso, indecente
  • nem egoísta, desconfiado, irritadiço ou ensorbecedor
  • Como posso chamá-lo
  • senão AMOR.
  •  
    Se entristecia com a injustiça
  • Mas se alegrava com a verdade
  • Em todos sempre cria, esperava e sofria
  • E suportava toda maldade.
  •  
    Caros amigos, uma verdade eu tenho
  • Me desculpe pela presunção
  • mas acho que sei de quem falado venho
  • e ele mora no meu coração.

  • Não sei que nome a ele darei
  • Se Sr. Zé da mercearia ou Sô Zé delegado,
  • Sr Zé conselheiro ou Sábio professor
  • Ou prefeito José Antonino ou amigo respeitado.

  • Mas agora, com certeza,eu já sei
  • de quem eu tenho falado com tanto ardor
  • Ao rever minhas questões constatei
  • todos eles, são o meu pai AMOR.

 Junia Maria dos Reis, filha de José Antonino dos Reis - 18-05-12
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