O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.

O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.
ROGERIO DO BODOCÃO FAZ FESTA PARA AS CRIANÇAS DE BALDIM, COM BOLO, PRESENTES E MUITAS BRINCADEIRAS.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CONHEÇA NOSSA HISTÓRIA






Praça de Baldim
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No final da primeira década do século XVII, pelos idos de 1697, a Coroa Portuguesa tinha uma certeza - a promissora riqueza da Capitania das Minas. O afluxo de homens de toda espécie era imenso, a região vivia sem ordem e sem lei.
Para que a Coroa pudesse usufruir de toda a riqueza - em formas de taxas e impostos - que brotava do solo do recém-descoberto território, havia a urgência da organização política administrativa da capitania.



Em 17 de fevereiro de 1711, o Governador da Capitania encaminha uma carta à fazenda Zabelê informando que o Tenente General Manuel de Borba Gato estaria vindo para a região como povoador e descobridor das minas do rio das Velhas. Ainda hoje, encontram-se resquícios das explorações na busca de ouro nas terras do município na fazenda da Chácara, Patrimônio e Gameleira da Palma.
Com o objetivo de ocupar a região a coroa portuguesa iniciou a distribuição de terras, então chamadas de Sesmaria, que eram terras desocupadas concedidas a patrícios com o intuito de desenvolver a agricultura, a criação de gado.  Ao mesmo tempo, servia a povoar o território e a recompensar nobres, navegadores ou militares por serviços prestados à coroa portuguesa.

.Quando ao município de Baldim, que veio a ser formado pelas terras de três sesmarias: Zabelê, Rótulo e Trindade. Estas sesmarias, ao serem organizadas, os proprietários tinham como objetivo transformarem-nas lucrativas, vindo então se se transformarem em fazendas que levaram o mesmo nome.
No período imperial, impulsionado por incentivos do Regente D. João VI, o fazendeiro, proprietário da fazenda São Vicente fundou a Fábrica de Tecidos São Vicente. A fazenda Zabelê veio a se tornar mais tarde em fazenda São Vicente

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Conforme se encontra no site da Receita Federal e em inúmeros documentos sob a guarda do Arquivo Público Mineiro-APM, havia na fazenda Zabelê, mais provavelmente às margens do riacho do Pau Grosso (hoje o córrego que corta a cidade), um Registro, que na época era responsável por cobrar taxas impostas sobre mercadorias “entradas” que circulavam por estas terras, que era uma região de vasta exploração mineral na busca por ouro às margens do rio das Velhas.Havia uma grande árvore situada às margens do córrego e que os viajantes, exploradores e mercadores acostumaram a fazer pousada à sua sombra. Com isso alguns resolveram se estabelecer próximo e assim ergueram “vendas” (locais onde se comercializava açúcar, tecido, querosene, etc.) e assim os viajantes tinham o que negociar e com isso outros se estabeleceram em derredor, vido a se formar um arraial do Pau Grosso, já no sec. XVIII.

Na mesma época havia também aqueles que viajavam pelas águas do rio das Velhas, pois era amplo a navegação nestas águas, tendo barcos de todos os tipo, joules, canoas e barcos a vapor (estes apenas no período das cheias, devido ao baixa profundidade do rio nas seca). Contribuindo para essa navegação o governo do Império investia na manutenção dos portos, sendo que no município de Baldim havia três portos importantes: Porto da Barca, porto da Trindade e porto do Patrimônio. Neste período, era muito comum se construir canoas a partir de um único tronco de madeira, mas para isso parte do tronco devia ficar submerso em água, possivelmente um distinto iniciou a construção de uma canoa às margens do rio das Velhas, contudo ao deve ter dado errado e a canoa, já quase pronto veio a rachar, daí aqueles que ao passar próximo diziam: vou desembarcar lá na Canoa Rachada, que era próximo da foz do córrego do Pau Grosso local veio a receber o nome de Porto da Barca, e esta com a cheia do rio foi levada pelas águas, mas muitos ainda faziam menção a Cano Rachada, o referido porto, contudo este nunca foi um nome dado ao município.

No inicio do sec. XIX, o Padre Teodorico, indignado, assim como outros tantos moradores da região mobilizaram a comunidade para mudar o nome do arraial que era por muitos motivo de chacota. Em 1917, foi conseguido aprovar junto a .... a mudança do nome de Arraial do Pau Grosso para Arraial de Baldim.
Contradizendo a dedução feita pelo historiador que propôs a história do município, Pe. Pedro Passos, o nome Baldim, dado ao arraial foi devido a uma elevação natural que delimita e corta o município chamada de Serra do Baldim, a qual tinha este nome, no mínimo desde 1746, quando consta na APM, quando houve uma demanda causada pela exploração de salitre, utilizado na produção de pólvora. (por Marcio Reis)
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