O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.

O DIA DAS CRIANÇAS NO BODOCÃO, EM BALDIM.
ROGERIO DO BODOCÃO FAZ FESTA PARA AS CRIANÇAS DE BALDIM, COM BOLO, PRESENTES E MUITAS BRINCADEIRAS.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ANIVERSÁRIO DA CEDRO E CACHOEIRA



Joaquim Duarte Nunes discursa no aniversário de 140 anos da Cedro
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DOMINGO, 2 DE SETEMBRO DE 2012
140 anos da Cedro

Trabalho há quase 30 anos na mais antiga empresa do ramo têxtil do Brasil, a Cedro, que completou no último 12 de agosto 140 anos. Falo com toda a sinceridade que é um orgulho. Meu pai trabalhou por 53 anos na Cedro e, por tudo o que minha família vivenciou, sinto-me muito realizado por trabalhar também nessa empresa.
Meu irmão Joaquim é também colaborador na empresa, trabalhando na coligada Cedronorte, em Pirapora. Ele foi convidado a fazer um discurso no evento de comemoração do aniversário, com a participação da Diretoria e do Conselho Administrativo da Cedro e também de autoridades como o vice-governador e outros. Ficou muito bacana e, para constar, transcrevo o texto do discurso abaixo, juntamente com o vídeo filmado pela esposa do meu irmão.
Ernane Duarte Nunes

DISCURSO DO JOAQUIM
É com imensa honra que venho representar os colaboradores da Cedro nestes 140 anos. A Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira surgiu como um ideal na mente de homens empreendedores, Antônio, Bernardo e Caetano, que tornaram realidade uma empresa construída sobre alicerces maciços, cuja energia principal sempre foi a capacidade e o empenho de seus acionistas, colaboradores e gestores.

Falar da Cedro nestes 140 anos é como contar uma história que se repete geração após geração e que vem perpetuando a empresa e possibilitando o desenvolvimento das comunidades que se formaram ao redor dela.

Falemos, por exemplo, de Caetanópolis, onde foi instalada a primeira unidade da Cedro. Durante muitos anos, Caetanópolis foi conhecida como “Cedro” (e até hoje muitas pessoas a chamam assim) e acabou recebendo o nome de um dos fundadores da empresa, Caetano. A cidade surgiu ao redor da Cedro e desenvolveu-se graças às possibilidades geradas pelos investimentos feitos no parque industrial ali instalado. É inegável a evolução econômica não só da terra de Clara Nunes e berço da indústria têxtil mineira e nacional, mas de toda a região circunvizinha, fruto do crescimento da Cedro.

E esse desenvolvimento se propagou também em outros lugares, como em Pirapora, cuja cidade surgiu a partir da instalação de um armazém para comercialização de tecidos da Cedro e compra de algodão , aproveitando os vapores que navegavam pela hidrovia do rio São Francisco.

Mas o valor mais importante deixado pela empresa é o capital humano. As diversas gerações de colaboradores que hoje trabalham na empresa falam com orgulho da oportunidade de terem criado suas famílias com o fruto do seu trabalho na Cedro. Desse grupo, faço parte.

A história da Cedro se confunde com a minha e com a de muitos de vocês aqui presentes. Acredito que, assim como meu pai, que trabalhou 53 anos na Cedro, temos vários outros exemplos de famílias com várias gerações construindo suas vidas nesta empresa. Hoje, com 32 anos de empresa, sinto-me como se estivesse com meus 15 anos, quando fui admitido.

Essa emoção, tenho certeza, passou por muitos que aqui estão hoje, que aqui, ainda jovens, iniciaram sua jornada e cresceram dentro da Cedro, conheceram seus amigos, constituíram família, enfim, viveram. E a Cedro, cheia de vida nestes 140 anos, consegue ser lembrada como uma das importantes indústrias têxteis do Brasil e caminha firmemente para ser, de fato, a melhor.

Para terminar, quero deixar alguns versos que tentam sintetizar o que representa a Cedro, tenho certeza, para mim e para os colaboradores que dela fazem parte: 
Joaquim Duarte Nunes

“Tecendo a vida”
Fazer o algodão do sonho transformar-se
no fio consistente da realidade
Tecer a vida com a trama do tempo
e o urdume da perseverança
Tingir o tecido com a cor do sucesso
Vestir a alma da gente com a esperança
Cedro: 140 anos tecendo histórias de vida!
(enanre etraud) 
Ernane Duarte Nunes

Ernane e Joaquim são filhos do Tião Ferreira, antigo operário eletricista da Fábrica de Tecidos Cedro e Cachoeira, de São Vicente.
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