FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A CONSTRUÇÃO DA CIDADE



O PRIMEIRO SOBRADO

Foi o primeiro sobrado construído na cidade por José Antonino dos Reis, em 1948, e serviria como primeira sede da Prefeitura de Baldim a ser instalada. Mas, o local escolhido foi onde funciona hoje, a Cemig. O novo prédio tornou-se, então o Rex Hotel, a primeira hospedaria do recém criado município de Baldim. O Restaurante do Joaquim Barbosa funciona hoje no antigo Rex Hotel.(Marcio Reis) 


A CONSTRUÇÃO DA IGREJA
A região que deu origem ao município de Baldim era formada por três sesmarias: 
 - a Sesmaria do Rótulo, que deu origem a região do Rótulo. 
 - a Sesmaria de Zabelê, que deu origem ao Distrito de São Vicente.
 - a Sesmaria de Trindade, que deu origem a região da Matriz de São Bernardo, hoje a cidade de Baldim. A Sesmaria de Trindade pertencia à Dona Quitéria, senhora que, aos 80 anos, casou-se com o Capitão Bernardino Martins de Almeida, um mascate português. Este herdou as terras assim que Dona Quitéria faleceu, logo após o casamento, e construiu a atual Matriz de São Bernardo, realizando o sonho de sua esposa. A construção iniciou-se em 1852 e só ficou pronta 20 anos depois. O capitão Bernardino faleceu 7 anos após o início da obra. O Capitão, ao morrer, deixou determinado ao seu sobrinho e filho adotivo, Antonio Martins de Almeida, que libertasse os escravos e os empregasse nas Minas de Morro Velho e com o dinheiro terminasse a obra da Igreja. Com a construção da igreja, surgiram as primeiras casas comerciais e residenciais.
                                          
A ANTIGA IGREJA DE SÃO BERNARDO


A velha igreja de São Bernardo era cercada por uma muralha de pedras, com piteiras de lado e uma grande paineira do outro. O interior era antigo e rústico, o assoalho em madeira todo cravado de taxas amarelas. A mesa de comunhão circulava toda a largura da igreja terminando em dois grandes púlpitos de madeira escura, nas laterais, onde eram feitos os sermões. As Voluntárias que cuidaram da antiga Igreja de Baldim: Virgínia Mendes Linhares, irmã do sacristão do Padre Raimundo, as imagens dos santos eram enormes e bem cuidadas pela velha Sá Maria Lucia, os altares eram cuidados pelas filhas do Sr. Juca Branco, as irmãs do Avelino, Águeda e Rosa, Lourdes Reis, D. Raimunda Bernarda. O sineiro era o Lino Bom.Vamos anotar aqui as voluntárias atuais que prestam serviços na Paróquia: Vanilde Claudio, Bete, Maria Nardin, Fina Torres, Tia Lita, Tia Teresa.(Maria José Torres)



VOCÊ SABIA?
- Que a padaria do Breno já foi o Bar da Lica?
- Que no Bar do Domingos era a Prefeitura de Baldim?
- Que onde está o Supermercado Mania era uma Serraria do Zé Osório?
- Que o Pau Grosso ficava onde está hoje o Caramanchão?
- Que a Boite de Baldim era no Supermercado Bauer?
- Que a Mobiliadora Martins já foi o Cinema de Baldim?
- Que a Prefeitura já foi no prédio da Cemig?
- Que as primeiras salas de aula foram na casa da D.Fina?
- Que o antigo Hospital de Baldim era no Centro Cultural?
- quem sabe mais que conte outra...



A MATRACA
 Baldim e São Vicente, terra de meus pais. minha mãe, Gislaine Silva Xavier (Sinhá) filha de "Alvino Ezequiel Silva e Cremilda Olímpia da Silva", nasceu em Baldim aos 25 de junho de 1938. Mau pai, Raimundo Proton Xavier  filho de "José Proton Xavier e Maria das Dores Xavier", nasceu em São Vicente-Baldim, MG aos 15 de junho de 1941. Meu pai, foi vendo a página que colei e levei para matarem as saudades, falou logo, esta Voione é a Ione. Ele reconheceu logo. Bem, estou escrevendo pois como filho e neto de Baldinenses, sempre gostei de ouvir as histórias da cidade, andei por lá algumas vezes em companhia deles e me agrada muito, quando estou por lá. É uma região lindíssima e super nostálgica. Ione, nos primórdios da história de Baldim, o meu avô materno, o Sr. Alvino foi grande participante da formação cultural da cidade. Político, Editor de uma revista que circulava entre os populares de Baldim, nos altos 40, 50, a revista "MATRACA" onde contava histórias da região, tinha charges das pessoas, que claro, causavam insatisfação em alguns, isto tudo ficou de fora desta história. Sabemos, que vô foi uma pessoa encrenqueira, cheio de inimigos,,,,rsss,,,,,mas fez parte de toda a história da cidade e é uma pena, não o ver citado em nenhum momento. Fiquei feliz demais, por rever o meu tio "Berardo da Silveira" numa foto típica da festa de agosto, onde você citou os nomes de pé "Wilson Starling" e de joelhos seriam Berardo da Silveira meu tio, esposo de minha tia Naide Conceição da Silveira, Dondóia e Chiquito de Juca do Bruno. Outra felicidade foi reconhecer a minha tia Naide em outra foto. Gostaria de deixar o pedido para o enriquecimento deste seu blog fantástico, a respeito do início desta história baldinense, do qual fez parte o meu avô. Um abraço forte,Wilmer Proton Xavier, de São Vicente, filho de Raimundo Proton Xavier e Gislaine Silva Xavier.

ZÉ PROTON
Oi Wilmer,o seu depoimento sobre o Alvino era tudo que eu precisava pra escrever a primeira página deste Blog, pois o seu avô representa, junto ao Chico de Assis, a História de Baldim.
Eu conheço essa "dupla dinâmica" desde o meu tempo de estudante, de colégio interno, quando escrevi a Monografia de Baldim e aprendi que eles eram os personagens principais da história do município. Meu marido, João Torres, sempre comenta sobre a "Matraca", da criatividade do seu avô e dos desafetos que ele fez por falar as verdades políticas daquela época, inclusive encarando até a Cedro Cachoeira de São Vicente. Eu nasci e cresci em São Vicente ouvindo os dois lados da história mas sempre com um olhar de simpatia sobre o Alvino e o Chico de Assis. Seu pai, pela idade, acredito que ele deve ter sido meu colega de Escola e se bem me lembro, seu avô, Zé Proton, era grandão e tinha uma voz rouca, era vizinho do meu avô, Zé Ozório. Minhas tias me mandavam ir na casa do Zé Próton pra ver as horas (pela janela) num relógio de parede que ele tinha na sala. Zé Proton, seu avô, foi um dos encarregados de cuidar do Cinema de São Vicente. Eu me lembro da  voz dele, rouca, anunciando o filme no auto-falante do cinema. Quando comecei este Blog eu tinha a pretensão de ser apenas um porta-voz e que os moradores da cidade iam me contar suas histórias. Só que o instrumento que eu usei (a Internet) não está ao alcance de todos os participantes. No caso, eu fico aguardando que os parentes e amigos daqueles que fizeram a história de Baldim se manifestem. O retorno é lento mas é tão gratificante que vale a pena esperar por ele. Que nem aconteceu hoje, seu contato me caiu do céu e já vou cobrar de você fotos e mais histórias da sua família. É sempre um prazer conhecer e reconhecer pessoas que fizeram parte da nossa infância. Mantenha contato, obrigada, Ione. editora do Blog.


















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