FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

FEIRA DE ARTESANATO, EM BALDIM.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

VERSO




Praça de Baldim
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BALDIM, UNIVERSO COMPLETO
Luiz Eduardo Correa Soares
Baldim é quase um lugar...
Baldim fica entre duas vargens:
A Vargem Grande e a Vargem Formosa.
Para muitos,
Baldim não existe
Mas, afinal, nunca
Jamais encontramos o céu no mapa!
Baldim é pequenino, diminuto.
Mas é o UniversO
onde cabem todos os meus sonhos.


POEMA PARA BALDIM
Luizinho Soares
Agradeço a publicação do meu "singelo" poema, feito em uma noite muito fria (3 graus negativos) na cidade gaúcha de Gramado e eu o recitei para cerca de uma centena de jornalistas de todo o Brasil, que sempre faziam 'chacota' com Baldim e diziam que se tratava de uma cidade virtual.
 Enchi meu peito de coragem e o meu orgulho falou mais alto quando em forte eloquência (que eu busquei não sei de onde) bradei as palavras de meu poema em um salão de cidadãos boquiaberto.
 Por alguns segundos seguiu-se o silêncio, quebrado por uma salva de palmas efusiva para as poucas palavras alí proferidas, mas de sentimentos profundos. Foi assim que aconteceu. (Luizinho Soares)


 Dilma Ribeiro - Amanda
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NOVO LIVRO DA DILMA:
Estamos divulgando aqui o lançamento do novo livro da escritora, Dilma Martins Prates Ribeiro, "Versos Di-versos", que acontecerá em Belo Horizonte. D. Dilma, filha do Sr. Agapito, foi professora em Vila Amanda, distrito de Baldim. Sua mãe foi a primeira secretária da Prefeitura de Baldim. Apesar de ter nascido em Jaboticatubas, como ela mesmo diz, os melhores anos de sua vida ela os viveu em Baldim. D. Dilma fez em Baldim o lançamento do seu livro "Uma Vida Pela Vila", ocasião em que foi homenageada pelos funcionários e alunos da E.M. D. Emerenciana Augusta da Silva Xavier, entre outros. O novo livro da Dilma, com poesias que falam da vida que nos levam a pensar e agradecer a Deus por tudo que vivemos e temos em nosso redor. D. Dilma irradia simplicidade, simpatia e bons sentimentos. E, quando ela deveria ser a grande homenageada, é ela quem homenagea quem dela se aproxima. Parabéns D. Dilma. Outras obras da Dilma Ribeiro: 2001 - " A armadilha", livro infantil- 2004 - "Pérgula Literária VI", poesias-2005 - "Pérgula Literária VII", poesias/trovasPrêmios:-2004 - Medalha de Prata, pela poesia "Natureza"-2005 - Medalha de Bronze, pela poesia "Mesmice" Menção Honrosa Especial, pelo conjunto da obra. O novo livro da Dilma Ribeiro,Versos Di-versos, encontra-se á venda na Livraria Leitura do Shopping Patio Savassi.( Ton)
HINO A BALDIM


Letra e música de Mozart Bicalho
Tu que me deste guarida amor e consolação
plantaste terra querida em meu pobre coração
um canteiro de saudade outro de amor perfeito
Baldim, com sinceridade, plantado estás em meu peito
tenho saudades do tempo em que eu brincava risonho
á sombra do velho templo de São Bernardo
em sonho um arrebol de ternura com a luz da felicidade
minha sazão de doçura e hoje é só saudade. (Ton)

HILMA BASTOS
Oi Ione, Ainda ñ vi a poesia q falas na mensagem,.mas com certeza es linda como tudo q a Zila fazia. Desculpe-me por ñ ter respondido por onde começar conhecer nossa escritora.Mas realmente o Ton sabe mt. E tmb a tia Luiza Campelo, a Neide Reis, os Guimarães e Campelos que vivem em Jequitibá. E uma pessoa mt especial! minha querida mãe... Bem, já tem algumas fontes seguras e confiáveis. Um gd abraço e obrigada. Hilma Bastos, Espanha
ô Ione, eu vi três exemplares do livro Prosa na Varanda, lá no sebo em Sete Lagoas, é a única loja que conheço em Sete lagoas que vende livros usados ( sô do Bardim, tem Base? ela fica na rua perto do ponto de táxi, quer melhor endereço?) sobraram dois lá porque um eu trouxe comigo.Prof.Ton.
Olá Ton, vejo q você conheceu bem de verdade nossa querida Zila. Tem toda razão, era impossível tê-la conhecido sem se apaixonar por ela, ñao é verdade?                                                                                                                                                                     Te escreveu um livro sobre minha família, Basos Martins, q é o nosso tesouro. Quantas saudades ela deixou, ñ é mesmo? Hilma Bastos, Espanha



SAUDADE

Rio das velhas lembranças
que me trazem ate você
numa saudade que me arranca o peito
do que se foi e não voltarei a viver

o cheiro da terra vermelha
hoje o cinza não deixa pegadas
o leiteiro que se foi pra longe
nos terrenos verdes cheios de casas

a serpentina ja não esquenta
o que o meu peito esfriou
do cheiro de fumaça boa
e o tacho sujo que o carvão queimou

o barulho do estouro do judas
queimando em sábado de aleluia
das pastorinhas, dos reis e congado
e o boi da manta correndo na rua

meninos descalços na praça
na arena derruba o peão
as moças solteiras saem a noite
pro baile no badalado salão

a alvorada me acorda do sonho
que eu queria que voltasse pra mim
mas o amor ainda é o mesmo
da minha eterna e amada Baldim.
(Marina Torres, filha de Maria Eufrasia Torres)
  
A VENDA DO JOÃO DE AFONSO
O negócio começou nos idos dos anos 40: uma sociedade formada por Seu Zé Antonino, Vitor Machado e meu pai, João Afonso. As mercadorias vendidas na Venda eram produzidas na região ou "importadas" de Belo Horizonte, trazidas por meio de canoas, através do Rio das Velhas. Trabalho árduo, noites em claro, navegando sobre as águas escuras do rio. Depois, com o passar do tempo, chegaram os viajantes de Belo Horizonte e até de São Paulo. Mas, segundo meu Pai, a sociedade durou pouco porque o Vitor Machado queria ser "chofer" de caminhão e Seu Zé Antonino disse não ter paciência para ficar detrás de um balcão. O que ele queria era continuar os negócios do pai, mas anos depois, ele exerceu as suas próprias ideologias. Assim, meu pai comprou em “suadas” e suaves prestações a parte dos sócios, amigos e compadres. Reiterando o início, havia uma diversidade de mercadorias, vindas das mais diversas partes da região: as peneiras e os balaios do Geraldo Peneireiro; as roupas confeccionadas pelas costureiras de Baldim e São Vicente; as panelas e vasilhames de barro da "Maria do João Pedro da rua de baixo"; celas e arreios de cavalo do "Sô Zé Miúdo"; as correias e chinelos de borracha feitas pelo Natalício; as melhores botinas-gomeiras vinham de Santana do Pirapama; as facas curvelanas eram trazidas por meu avô materno, Vital de Curvelo; o fubá, meu pai produzia em seu próprio moinho d'agua; a farinha de mandioca era fornecida pela Vilma do Patrimônio; souvenir de cobre do Zé de Freitas de Vila Amanda; baús, crucifixos, caixinhas, etc. do Seu Herculano; bijouterias de pedras do Roberto Retratista, as especiarias do mascateiro, trazidas no lombo de sua mula, eram do Seu Messias da Serra; pirulitos da D. Naide, café moído na hora, rapadura, biscoitos, doces, enfim, vendia-se de tudo o que produzia em Baldim e região. Naquela época, era vendido o tecido no metro para confecção de roupas, lençóis, bem como todos os tipos de aviamentos necessários; os pescadores vinham à procura de anzóis dos mais variados tamanhos, da linha de nylon e do "encastou de chumbo". Mesmo sem dinheiro, ninguém ficava sem comprar, pois o fiado era cultural e todos tinham sempre crédito, sendo a mercadoria anotada no livro de conta (dizia-se: "anota aí, Sô João), e pagava-se quando pudesse. A população criou um vínculo recíproco com a Venda, pois era lá onde toda a redondeza fazia suas compras e encontrava os amigos; paqueravam, era o ponto de partida e chegada dos ônibus. Era onde guardavam suas sacolas e pertences, onde esperavam pelos eventos festivos, liam o jornal que sempre ficava sobre o balcão; politicavam, era lá onde aprendiam os primeiros acordes de um instrumento, ensaiavam e fundavam os grupos musicais, combinavam e organizavam os eventos da cidade ou, simplesmente, batiam papo assistindo o movimento da Praça. A Venda, como era chamada a loja de armarinho, tinha o ecletismo de seu dono e a essência de um povo... A verdade foi que, por durante muitas e muitas décadas, a "Venda do Sô João de Afonso" acolhia e pluralizava a região, com o desenvolvimento intelectual, a amizade sincera, a criatividade, o consumo dos produtos naturais, o intercâmbio de costumes e valores da sociedade, enfim, o exercício da cultura do nosso povo. Que pena que chegou a especulação imobiliária, e por ela,  e a Venda teve que encerrar a sua história... e perdemos um espaço que era de todos. Quem conheceu e a frequentou, lembra com muita ternura e saudade... ( por Neiva, Dirley e Zilda, filhas do Sô João de Afonso)

AMEI BALDI
Anízia Nacif Reis
Infância sofrida, alegria reprimida, conheci lamentos…
Quando cheguei pra vida, tão pequena assim,
Brinquei sob o luar, andei por caminhos lamacentos.
Amassei o barro, pisei cascalho e amei Baldim…
De família mediana, fui irmã de Jô.
Ainda era feliz quando chorava contente,
Nos folguedos de criança, às vezes criança só,
Fui feliz, aprendi quando cresci de repente…
Jovem ardente, alegria de graça, Baldim ganha a primeira praça.
Simples de cabelo lavado, único vestido, ganho um namorado.
Senti desejo ao ganhar um beijo. Ah! A juventude passa…
Num doce enlevo, marca até hoje, me atrevo, o e lembrado…
Tudo belo, repleto de emoções, o amor primeiro,
Nos arroubos da juventude, na inocência rara.
No cinema o alto-falante, em alto tom: Augusto Calheiros.
E preciso viver; o tempo urge o tempo não para...
Baldim dos meus sonhos do primeiro encanto,
Parte de minha estória, mundão de felicidade,
Lembrando a canção da vitrola, Calheiros no suave canto.
 “meu amor morreu na virada da montanha”: sinto saudades!...

CHAPÉUS
...adorei a lembrança da "Venda do Sô João de Afonso", vocês esqueceram de mencionar a "seção" de chapéus que vinham do Serro, do "Panamá" e outras cidades. Na época de festas, todos queriam ficar bonitos, aí o balcão da venda ficava cheio de chapéus e os fregueses que levavam "horas e horas" experimentando e escolhendo um. Bons tempos, saudades do Sô João. Abraço a todos vocês. (Anônimo)

CONTERRÂNEOS
Queridos conterrâneos, essa doce lembrança da venda do Sô João de Afonso me remeteu a adolescência e os preparativos para uma festa ou baile na cidade. Tudo começava quando a gente ía até a venda escolher o tecido, enfeites e aviamentos para confeccionar o vestido pra festa ou baile, e depois, a expectativa de encontrar o seu príncipe encantado no evento. Saudades... Bjs. Domingo, 03 Abril, 2011  (Anônimo)
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