BALDIM.

BALDIM.

sábado, 1 de maio de 2010








NOSSOS RIOS E ÁGUAS




Córrego do Saco - São Vicente
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SE O IBAMA. O CEAM NÃO TOMAR ATITUDES URGENTES, URGENTÍSSIMAS, O CORREGO DO SACO TÁ INDO PRO.... Está sendo feito um barramento no córrego do saco, atrás das casas populares, em São Vicente. Pessoas egoístas que só pensam no seu bem estar e dão uma tremenda banana para o povo e se julgam donos das belezas que a natureza nos oferece. Quem não acredita vá ver. Parece que o córrego virou propriedade particular, e como tem gente graúda no meio, tá todo mundo quietinho. Peço a Associação Comunitária ai do Conjunto São Tarcísio, fica pertinho de voçês, dá uma olhadinha e confirma ou não o que eu falo.Talvez eu esteja errada, por favor olhem e digam pra nós.

Por Anônimo em 42 - AMBIENTE às 11:57


Foto: A cerca de hastes de aroeira
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MARCOS DE AROEIRA

Um dos últimos cercados de haste de lasca de aroeira ainda de pé na cidade, um dos poucos marcos do início do século passado, onde este tipo de cercado servia para conter a criação de porcos do João Alves. As imagens são da divisa do imóvel do Domingos Barbosa com D.Dina, viuva do Joaquim AlvesLogo que se mudou para o arraial de Baldim, em 1922, o sr. João Alves comprou a antiga casa, que  serviu para guardar os materiais e de abrigo para os escravos, que ajudaram na construção da igreja matriz. Em seguida foi casa paroquial por curto período. Muitas pessoas alertavam Dona Bela, viúva de João Alves, quanto a morar em casa de Padre, alegando que "dá mau agouro". D. Bela respondia a todos: - Que nada, se lá mora Padre, a casa é abençoada! E assim foi, Sr. João Alves comprou a casa, fixou residência e  instalou ali  uma espécie de Escola, para instruir seus filhos e algumas outras crianças do arraial.  Funcionou por vários anos onde lecionaram  D. Marieta Starling e Mestre Vitalino. Parece que D.Bela estava certa, pois educar é um ato de abençoar o outro. Anos depois ele construiu sua nova residência ao lado da antiga.


 Córrego Grande
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O CÓRREGO PEDE SOCÔRRO
Época boa aquela, em que podiamos tomar banho no açude do Firmino, o Córrego Grande, era grande de verdade. Eu ainda pude aproveitar os banhos no Córrego, qual cidade possuía uma riqueza como a nossa, um córrego que atravessa ao meio, e durante muito tempo foi balneário, nada fizeram para impedir a sua poluição. Na barra, onde o córrego desagua no rio das Velhas, eu me lembro de pescadores emendando redes, tinham que unir duas ou mais redes, para fechar a barra e conseguir mais peixes, eram mais de 8 metros de extensão, hoje o pobre coitado termina como se fosse um rego d´água e pede socorro. E nós baldinenses, continuamos assistindo a sua destruição, sem fazer nada... Pena! (Prof. Ton) 

Córrego Grande - Baldim
Foto by Ione
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O CÓRREGO GRANDE
"... a Sá Rita de Joaquim Alves, mãe de Bilinha, já de manhã veio nos dizer onde pegar água. A água pra beber e cozinhar era da Biquinha, no terreno que pertence hoje a família de Chiquito do Juca do Bruno e para outros usos era no Córrego Grande.Pra chegar lá, a gente passava pela rua do Vitor, descia a rua do Asilo, a Gavina, mãe do Ferrugem, morava na esquina, e da Rua de Baixo já se via o Córrego Grande. Naquele tempo, o Córrego Grande parecia tão longe...talvez por nossa pouca idade. Mas o córrego era grande mesmo e com muita água limpa." (Maria José Torres)


Rio das Velhas
Foto by Ione
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UM RIO E SUAS HISTÓRIAS

Inspirados na revolução industrial que ocorrera na Europa, D João VI vindo a residir na colonia cuidou de torná-la mais produtiva e lucrativa, daí a criação de estradas de ferro, sertão adentro e criação de um meio que escoasse a produção. Conforme relata Fernando da Mata Machado, em seu livro "Navegação do Rio São Francisco. " O Rio das Velhas por ter uma imensa artéria fluvial será de grande importância para transportar riquezas e suprir o mercado da Corte, visto que este tem suas praias na capital do Império e abriga ancoradouro sem conta".A partir daí iniciou-se a navegação no imenso São Francisco e Velhas. No rio navegavam barcos a vapor como o Saldanha Marinho (hoje esta embarcação encontra-se exposta em Juazeiro/BA) foi quem trouxe por volta de 1889 os teares novos para a Fábrica da Cedro e Cachoeira, em São Vicente. Joules eram duas canoas atreladas com travessões que serviam para transporte de carga pelo rio das Velhas, tendo em vista que os barcos a vapor somente navegavam no período das cheias devido ao leito raso do rio.Segundo Machado, haviam três portos nas terras do Pau-grosso: Trindade, Barca e Patrimônio. Estes portos recebiam investimentos do Império para sua manutenção pois nos mesmos carregavam e descarregavam riquezas. As embarcações que vinham para nossas terras (Baldim) diziam que iriam descer lá na "Canoa Rachada", ou seja, no porto da Trindade, que era onde desaguava o córrego de São Vicente e de onde vem o nome: Córrego da Trindade e também sede da fazenda de D. Quitéria. Haja visto que ali tinha uma antiga canoa, feita de um único troco de árvore, e que antes de ser concluída rachou-se e lá foi deixada pelo seu construtor, servindo então de referência para o nome "Canoa Rachada", mas é bom que se saiba que nosso município nunca teve este nome oficializado, apenas os que por ali passavam faziam referência á Canoa Rachada.
(Prof. Marcinho Reis)


O PRIMEIRO ECOLOGISTA
Vitalino Nogueira, foi marido da Nelza Bastos, morava em Vila Amanda, foi o primeiro ecologista verdadeiro que habitou nessa cidade. Muito antes de se falar em Ecologia, ele se preocupava com a preservação do Meio Ambiente. São muitas as passagens dele que comprovam isso. Fatos corriqueiros como matar uma cobra em sua propriedade era proibido, ele dizia "mate a cobra que não tá mexendo com quem não mexe com ela e depois reclame dos ratos que atacam o paiol", ou também "pagar para uma irmã dele o valor da lenha do terreno dela, somente para que ela não derrubasse nenhuma das árvores", muito ele fez para preservar. Quando a Prefeitura adquiriu a primeira patrol, no momento da comemoração, ele foi um que disse, é necessário, mas hoje os córregos serão mais assoreados com o cascalho que irá correr das estradas. (Prof. Ton)






HIDROGRAFIA
-   O Córrego Grande banha a cidade de Baldim e o Córrego Trindade o Distrito de São Vicente. 
- Outros Córregos do Município: Pontal, Santa Cruz, Gentio, Taboquinha, Azedo, Olhos D'água e Córrego Fundo.

sábado, 24 de abril de 2010

CAUSOS VERDADE


 Gruta do Sumidouro -Baldim
Foto by Internet
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O CAUSO DA BICICLETA DE MADEIRA
 O mundo viveu um período de carestia e falta de materiais no período da Segunda Guerra Mundial e nos anos subsequentes ao conflito. E o Brasil também sofreu com a conjuntura mundial que impedia um comércio e uma industrialização mais eficientes. Neste contexto, lá pelos anos 40, existia um rapaz que vivia no Sumidouro do Rótulo e que era maluco para adquirir um bicicleta. Quem tinha uma dessas máquinas não a vendia por dinheiro nenhum deste mundo. Comprar uma bicicleta era um penar sem tamanho, já que o produto era importado (a marca mais famosa e predominante era a Philips)e não existia unidades para pronta entrega. O rapaz do Sumidouro era o Pedro Dias do Nascimento, muito tranquilo, de uma prosa boa, em que as palavras "delatavam" a ser expressas. Junto a estas características, Pedro Dias, filho de Joaquim Dias, demonstrava alto grau de inteligência e muita capacidade de manusear ferramentas, tanto no trato da madeira quanto nos ofícios de ferreiro e soldador. Cansado de tentar em vão comprar uma bicicleta, a paixão do jovem do Sumidouro do Rótulo, Pedro desafiou seus amigos afirmando que em uma semana ele passaria na Vila com uma dessas máquinas. Pedro morava em uma fazenda perto do povoado, local onde mantinha sua oficina e conseguia as maiores proezas para aquelas condições técnicas. Sem nunca ter tido uma bicicleta como modelo, Pedro Dias usou toda sua capacidade inventiva e, para a surpresa de todos, no domingo imediato, os moradores do Sumidouro viram Pedro aparecer com uma engenhoca de duas rodas, estrada a fora, desafiando a gravidade e calando quem dele duvidou. Não era uma bicicleta convencional, já que possuía quase a totalidade em madeira, mas se locomovia com os movimentos dos pedais. Pedro Dias venceu o desafio. Mais tarde, Pedro adquiriu uma bicicleta de 'verdade', automóvel e se tornou vereador em Baldim. Alguns de seus filhos e irmãos ainda moram no Sumidouro. Hoje, já falecido, resta a saudade do Pedro Dias do Nascimento e sua bicicleta de madeira. Não cheguei a conhecer a bicicleta, mas o Sr. Pedro Dias era muito amigo de minha família. (Luizinho Soares, jornalista)


 MODÉSTIA MINEIRA
Estive em Roma há pouco tempo e ao visitar a Catedral de São Pedro fiquei abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima. Vendo um jovem padre que passava pelo local perguntei a razão daquela ostentação. O padre então me disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se eu quisesse fazer uma ligação eu teria de pagar 100 euros. Fiquei tentado, porém não aceitei a oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrei outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntei a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 euros a ligação. Depois da Itália, chegando ao Brasil, fui direto para Baldim. Ao visitar a nossa gloriosa Igreja São Bernardo, fiquei surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: Linha direta com o Paraíso, ligação ao custo de = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ). Não me agüentei, e lasquei: Padre, viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 euros. Por que aqui é somente R$ 25 centavos? O Padre sorriu e disse: Meu amigo, você está em Baldim, Minas Gerais. Aqui a ligação é local. O Paraíso é aqui... (enviado por Ton )

Causo verídico ( ou seria venérico) do Geraldo Lemes.
Quando em Baldim tinha campo de aviação, foi isturdia mermo, alí onde hoje é o terreno da Neuz ou da D. Téia, um Teco-Teco, tava fazeno gracinha e deu defeito e teve que aposar lá na barra do Corgo Grande. Meu cumpade, Geraldo Lemes, viu o acontecido, muntô na eguinha e foi lá pra perto. Chegano lá, apiô e ficou de cócora, sentado nos carcanhá, observano o piloto, que mexia dum lado pro ôtro. Ele tentava impurrá o teco-teco, pra vê se achava um lugar dele levantar vôo dinovo... e o cumpade lá, só oiano. Uma hora o piloto apelô e gritou brabo mermo, com o cumpade:
- Cumé quié, ocê aí, nunca viu avião não?
O cumpade Geraldo Lemes, calmim respondeu:
Atolado é a premera vez!
(enviado por Ton)

sábado, 17 de abril de 2010

GRANDES FAMÍLIAS





 Vevete, jornal Estado de Minas
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VEVETE, UMA LIÇÃO DE LONGA VIDA
Gina, filha do Nonô, de Vevete, conta a história do seu avô, Vevete, com imenso carinho,  uma lição de longa vida, cheia de muito amor e de bom humor: 
 - Vovô Vevete era brincalhão. Sempre tirava um cochilo  depois do almoço e fazia  exercício físicos. Tomava uma cervejinha de vez em quando. Jogava sempre uma queda de baralho,(escopa) e adorava jogar Damas. Sempre lá, na sua vendinha (a Venda do Vevete).Viveu muitas coisas, viu escravos quando criança, assistiu o homem pisar na lua.Viveu a ditadura e a democracia. Foi Juiz de Paz, pai de 13 filhos muitos netos e bisnetos. Casou-se só uma vez com Manoela Alves Rodrigues, a D.Nenela, que lhe deu os seus 13 filhos. Uma vez ele me disse que não se surpreendia com mais nada pois já havia vivido muita coisa. Ele me falou  que só sentia ver seus netos e sobrinhos irem antes de dele. Me disse também que não guardava rancor e não gastava o tempo pensando em coisa ruins  “o que passou passou , não adianta ficar remoendo. “Aos 92 anos fez uma cirurgia de catarata e voltou a ver normalmente. Se alguém fosse lhe fazer uma visita a primeira coisa que ele dizia era: -  Entra aí, vai lá dentro, que  tem doce ou tem almoço pronto. Homem simples nunca se importou com o luxo, mas sempre fez questão de ter muita “fartura” na comida. Esperou a chegada do ano 2000 ansioso, pois ele era do tempo em que se dizia que o mundo acabaria neste ano. Na data de 31 de Dezembro de 1999 ele completou seus 104 anos, ficou admirado de nada ter acontecido. A foto abaixo, do Vovô Vevete,  foi feita pelo Jornal Estado de Minas, com o  jogador Piazza, do Cruzeiro. Vovô Vevete foi o  torcedor mais velho do time do Cruzeiro. Ele morreu 6 meses depois, em  28 de julho de 2000, feliz, e sem querer dar trabalho ao outros.Uma bela data para alguém que acreditava que o ano 2000 talvez não chegaria.   Vovô Vevete era um homem muito especial, destes que só  vemos em livros. Espero que possam tirar uma historia dessa minha narrativa, falo com a visão de neta e, se continuasse falando, virava a noite. Todos nós temos muito carinho pela memória dele, quem não conheceu Silvestre Papa Silva, o Vovô Vevete?



 Piaza (ex-jogador do Cruzeiro) e Vevete
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GRANDES FAMÍLIAS
Solicitamos aos familiares das pessoas citadas aqui que escrevam suas histórias e mandem para o Blog. Estamos contando as histórias das grandes famílias do município de Baldim.
Vevete - 12 filhos
Zifino - 21 filhos
Tuvin - 16 filhos
Mundango - 14 filhos
Geraldo Retratista - 10 filhos

quarta-feira, 7 de abril de 2010

FESTA DO DOCE



Festa do Doce de Baldim
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FESTA DO DOCE

A foto acima é da Festa do Doce de Baldim. Cadê a Festa do Doce? Acabou? Por que? Faltou o quê? Liderança? União? Projetos? Apoio? A Festa do Doce é uma festa popular, deveria ser uma festa para unir os interesses do povo, de incentivar o turismo pra cidade, independente de preconceitos, de política. São 12 Fábricas de Doces no município de Baldim, gerando 500 empregos diretos, absorvendo a produção de frutas e parte da produção do leite produzido na região. A Festa do Doce pode se tornar uma referência para a cidade de Baldim como é a Festa de Agosto. O Turismo está aí tão perto, passando na nossa porta, na Estrada Real...na Serra do Cipó... no Circuito das Grutas... nas Trilhas... na proximidade com a capital do Estado. Somos uma gente hospitaleira que sabe receber parentes e amigos. Acorda, minha gente, que atrás vem gente! Vamos pensar grande, vamos fazer uma política inteligente, para o bem de todos. Como bons mineiros, temos a faca e o queijo nas mãos. Esperando o quê ? O trem passar? Deixo aqui a palavra pra quem quiser se manifestar sobre o assunto. (Ione, editora do Blog)

UM FAZ, O OUTRO DESMANCHA


Acho que faltou vontade, como sempre aqui em Baldim o que um prefeito faz o outro desmancha, essa história já tem mais de 50 anos, entra prefeito sai prefeito, ambos partidos sempre acabam com o que o outro fez. (Anônimo)


POLÍTICA DOS CORONÉIS

Intão, é isso aí, é a antiga "política dos coronéis", só mudou de nome, hoje é a "política das placas", das vaidades. Todos querem virar celebridade. Enquanto a Educação e a Saúde não forem prioridades e o povo continuar nessa "mesmice"...vai ficar como está. Obrigada pelo comentário. (Ione, editora do Blog)

A FACA E O QUEIJO
Sem dúvida, como você disse, a faca e o queijo estão nas mãos e, digo mais, a excelente goiabada cascão e doces diversos e deliciosos produzidos em Baldim e São Vicente, minha terra querida. Foi boa a chamada! É hora de sensibilizar as pessoas para reviver essa importante festa.(Ernane Duarte Nunes)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

MULHERES NOTÁVEIS




Crianças da Pastoral
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PARTEIRA ALAÍDE
Estamos falando da nossa parteira, D. Alaíde Batista Alves, 82 anos, nascida em Jaboticatubas, mas morando há tantos anos em Baldim que, sabe-se que ela já fez aqui partos de 3 gerações, um número incontável de partos, já que, aos 9 anos de idade, ela já ajudava sua mãe, D. Jovelina Alves, também parteira. Aos 15 anos, ela já fazia os partos sozinha. 

DINDINHA ALAÍDE



Apesar da idade avançada, D. Alaíde ainda é procurada pelas mães da região, para dar uma "olhadinha" e ver se tá tudo bem. Ela ainda mantém em sua casa, o espaço equipado para receber as mães que vem de fora da cidade. D. Alaíde, com toda humildade, diz que nunca perdeu um bebê que nasceu pelas suas mãos abençoadas. Nossa, que bacana a homenagem linda feita a dindinha Alaíde. É assim, que todos na minha casa  chamam a D.Alaíde. Na minha casa todos nasceram pela sua mão abençoada dela. Acho muito legal, quando alguém me pergunta em qual hospital eu nasci...ai, eu falo: - nasci na casa da dindinha Alaíde...rsrs. Tem gente que acho meio estranho, mas para nós ela será uma pessoa jamais esquecida. Paula

MAIS PARTEIRAS
Por falar em parteiras, não podemos deixar de citar Dona Zezé, esposa do Sr. Geraldo Barbosa, pais de Domingos, João Bodocão, Joaquim e Maria Eustáquia. Pelas mãos dela chegou ao mundo meu irmão Humberto Soares. (Luizinho Soares)



 Enfermeira Marivone na Pastoral da Criança - Baldim
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AS PARTEIRAS - SÃO VICENTE
A parteira campeã em São Vicente foi a Doninha, mãe da Cleci, conhecida enfermeira que trabalhou no antigo Hospital de Baldim. Ela fez todos os 10 partos da minha mãe, Helena Abreu, e eu, sendo a segunda filha, acompanhava assustada, os partos dos meus irmãos menores. Se acontecia durante a noite, era mágico, a gente acordava de manhã e lá estava mais um irmãozinho no colo da mamãe. Tudo acontecia tão discretamente que não se ouvia nada. Ninguém se atrevia a fazer perguntas sobre aquela magia. Se acontecia durante o dia... aí era um "Deus nos acuda"e quebrada a rotina com um passeio com as crianças que só voltavam depois da chegada do nenem.
 A parteira Doninha voltava em casa todos os dias, durante 7 dias ou até que caísse o umbigo, pra dar banho no nenen, um ritual que todos os irmãos acompanhavam de perto. A mamãe ficava de "resguardo" durante 40 dias, tomando "Sopa de galinha com pirão de farinha", cerveja preta e canjica pra dar bastante leite pro nenen. Coisas de antigamente...








 Mulheres cortando capim
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AS MENINAS DO BOTAFOGO
Na foto acima as Mulheres de Botafogo carregam o caminhão de capim que elas mesmas cortaram, numa manhã de sábado, do dia 31/01/2010, no Sítio de João Torres, em Baldim. Nunca falta serviço para as meninas do povoado de Botafogo. Elas tem preferência sobre os homens nos contratos de serviço. Por que? Porque elas produzem mais do que os homens.


 Ana Amélia, Dora, Wanderleide e Nélia 
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MULHERES DA PESADA
As trabalhadoras rurais, Ana Amélia, Dora, Wanderleide e Nélia cortam capim e carregam o caminhão, batem pasto, fazem todo tipo de trabalho agrícola. Elas são filhas de João Gonçalves, moram no Povoado de Botafogo e trabalham como diaristas, a 25 reais por dia. Elas frequentaram a Escola, são mulheres respeitadas e ativas no Povoado e procuradas para resolver problemas da comunidade. Em rápida conversa no local de trabalho (para não atrazar o serviço) soube que uma delas sustenta dois filhos, três delas são irmãs e trabalham desde jovens. Perguntei se elas se interessam por política, que poderiam se candidatar a vereadora... para ajudar mais a comunidade... elas se olharam, sorriram mas não responderam. Achei que a hora e o lugar não eram oportunos para conhecê-las melhor. Voltaremos a falar delas aqui. Mulheres notáveis! (Ione, editora do Blog)

AS MULHERES NOTÁVEIS DE BALDIM


- Ana Amélia, de Botafogo, trabalhadora rural, diarista, mãe de 2 filhos,
- Wanderleide, de Botafogo, trabalhadora rural, diarista,
- Dora, de Botafogo, trabalhadora rural, diarista,
- Nélia, de Botafogo, trabalhadora rural, diarista,
- Sá Mestra, de Vila amanda, primeira professora de Vila Amanda, dava aulas em sua própria casa e recebia comida, como pagamento das aulas, um frango, um pacote de feijão, qualquer coisa disponível em casa.
- D. Alaíde, de Baldim, parteira, aos 80 anos, ainda é consultada, fez partos de 3 gerações, começou com 15 anos, ajudando sua mãe, também parteira.
- Vanilde - fundadora do Clube dos Diabéticos e militante incansável na área da Saúde.
- Edna Reis - voluntária para todos os Eventos na comuidade.

D. ALAÍDE, A PARTEIRA MAIS ANTIGA


sábado, 27 de março de 2010

CRONICAS DA NEIVA FERREIRA



Maio - Coroação de Nossa Senhora
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FRAGMENTOS DE MAIO
Da minha infância, as lembranças guardadas do mês de maio não é do frio com ventos cortantes ou das manhãs graciosas, orvalhadas e brancas da geada da madrugada. Nem quando me vestia de anjinho para a coroação de Nossa Senhora, na Igreja de São Bernardo, junto das amiguinhas.O              tempo que marcou e ficou gravado na minha memória era a rotina da minha mãe, durante a semana que antecipava o primeiro de maio e o próprio dia...Tudo começava com o sorteio dos "juízes" para cada dia daquele mês, e o Padre Raimundo, conhecedor das habilidosas mãos da minha mãe para o forno e o fogão, "sorteava-a" sempre como a leiloeira ( juíza ) do primeiro dia. E minha mãe nem esperava ser avisada do compromisso, ela já havia assimilado para se, a incumbência de começar a festa de maio. Não podia fazer feio! Aí, nessa semana, era agitação geral em casa, o fogão de lenha não tinha descanso, as chamas sempre acesas para fazer o melhor doce de figo verdinho, da laranja-da-terra, do mamão em pedaços com o desenho de uma estrelinha, doce de leite bem batido e as amêndoas branquinhas para os cartuchos dos anjinhos... Essas eram feitas de amendoim torrado, caramelados em calda de açúcar na peneira sobre as chamas do fogão de lenha; depois eram empacotadas num saquinho em forma de um cone, todo enfeitado de papel-de-seda colorido e encaracolado. Tudo era feito com muito carinho e dedicação, nada podia desandar! Um dia antes da quermesse, ela levantava cedinho, jogava a lenha no forno e ajeitava até virar um braseiro. O forno, "feito por Bené" (de tão bom, o Bené deixou sua marca nele), ardia em chamas....era a vez das quitandas: caçarola italiana, pão-de-ló, fatias e bolos bem enfeitados e recheados, cubú enrolados na  folha de bananeira, deliciosos biscoitos quebra-quebra e os de polvilho, enormes... Lembro-me que ia até a noite a sua lida no forno e eu ficava ali a espreitá-la, além dos biscoitos, é claro! A minha admiração pelo que ela fazia se estendia até o nosso céu super estrelado daquelas noites de outono. Mas, o dia primeiro de maio, ah meu Deus!, quanta correria... seriam os preparativos da “Ceia”, a mais disputada e valiosa do leilão. Bem de madrugadinha, ao som dos sinos, dos fogos de artifícios e da Banda - apelidada de “a furiosa do Sô João de Afonso” - a alvorada começava partindo da igreja e marcando a hora dela recomeçar e preparar a prenda mais cobiçada do leilão. Ela ia lá no quintal, escolhia o melhor frango e matava o coitadinho numa habilidosa esperteza, assava, recheiava e, depois, o enfeitava todo com rodelas  de ovos cozidos e azeitonas em espetinhos coloridos. O arroz era "à grega", a farofa feita com os miúdos do frango, tutu a mineira acompanhado de lingüiça, ovos e couve, a batata sautê bem amanteigada e, para fechar com chave de ouro, um champanhe Cidra Cereser. O cheiro da nossa cozinha daqueles dias, transbordava ainda mais, por toda a vizinhança que ficava assuntando o local. Sábia, ela pegava na cristaleira as suas melhores compoteiras, travessas e bandejas para tornar as iguarias do seu leilão mais bonitas e atraentes. Antes de enchê-las cuidadosamente, anotava num pedaço de esparadrapo o seu nome e colava no fundo delas, o que traduzia para o bom entendedor: “é pra devolver”; senão, nós, a criançada, íamos de casa em casa, recolhendo o vasilhame, seguindo uma lista feita na noite do leilão. Lembro-me que eram tantas iguarias para carregar que mamãe convocava a parentada para ajudar, naquele momento, da chegada hora, e, quando saíamos com as mãos cheias de leilões diversos, era visível no seu rosto um misto de ansiedade, realização e orgulho... iria expor suas obras de arte feitas de guloseimas na frente da igreja, para admiração e desejo de todos. O tio Antônio e o tio Alberto ficavam encarregados das frutas, colhidas na nossa "Vargem". Eles faziam uns grandes e surpreendentes molhos de cana-caiana, pencas de mexericas e laranjas que eram as últimas a serem arrematadas. O arrematante das frutas, geralmente, as distribuía para a criançada disputar numa algazarra danada, causando muitas risadas em todos os presentes, e assim, se encerrava, aos vivas e salvas de palmas do Pe. Raimundo e seus discípulos, aos sons dos sinos, dos fogos de artifícios e da banda, aquele dia dos meus sonhos, sonhados agora... Hoje em dia, quando estou no quintal da minha casa em Baldim, ao lado do forno da minha mãe, olho para o céu estrelado e recordo daquele tempo de tanta entrega, singeleza e crença; então, concluo: era tudo lindo demais para ser para sempre...Dedico estes fragmentos nostálgicos à memoria da minha querida e dedicada mãe, Nelita, e a todas as mães que fizeram e fazem do mês de maio uma festa de contentamentos, pureza e sonhos de infância mais belos...
 (Neiva Stelita Ferreira, filha do Sr. João de Afonso Ferreira)



Festa de Agosto - Baldim
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 O MÊS DE AGOSTO
Quantos segundos você leva para atravessar o tempo e voltar aos seus 8, 9 ou 10 anos? Poucos...
Se lembra daquela festa na qual não pensava há anos e percebe que essa é a lembrança mais divertida e mais feliz da sua infância? É, o tempo voa... A sensibilidade infantil armazena com muita abundância os momentos vividos naquela época de  inocência e delicadeza e, comigo, não foi diferente. Há cheiros, cores e sons, absolutamente inesquecíveis para mim. Basta uma mínima lembrança para que tudo, tudo mesmo, volte àqueles dias: a ventania de agosto carregada de poeira, o ar rarefeito dos dias ensolarados, o comportamento das pessoas numa inquietude satisfeita, um clima suspenso do cotidiano simples, a felicidade tímida ansiada nos rostos: tudo isso se notava como  o prenúncio do jubileu de São Bernardo em Baldim. Lembro-me que havia um envolvimento contagiante de arrumação, de inúmeros preparativos de todos os moradores naqueles dias: as costureiras apavoradas com tantas encomendas de roupa nova; as casas ganhavam novas pinturas, os meios-fios dos passeios também eram pintados e ficavam branquinhos... a chegada e a montagem do Circo, que sempre vinha para a "festa de agosto", nos enchia de expectativa e emoção; a construção das barraquinhas feitas de bambús e lonas de caminhão, dos camelôs com suas bugigangas coloridas e diversas; as vendas, lojas e bares  encomendavam novidades para os fregueses e visitantes; os parentes de longe avisavam da suas chegada. Naqueles dias, tudo ia se transformando e movimentando a nossa pacata cidade.
Os mercadores provenientes dos arredores traziam suas produções para vender e, depois, fazerem as suas compras, preparando-se para a festa. Os "viajantes" da Capital (era como chamavam os vendedores ambulantes) hospedavam-se no Hotel REX e vinham com as novidades mais requintadas. O movimento nas estradas era grande, com os ônibus sempre lotados. Dessa permuta de interesses vantajosos, muitos negócios foram feitos, apesar da nossa pequena e humilde economia.
Nas casas, era aquela fartura, aromas de assados e adocicados se espalhavam, saindo dos fornos e fogões ardendo em chamas. Eram os preparativos dos leitões, dos frangos, das quitandas e dos doces variados; tudo para agradar as visitas que, certamente, viriam prestigiar a celebração do nosso padroeiro. O cheiro da faxina, do assoalho bem encerado cujo brilho era dado a mão, com um escovão de ferro e cabo alto, pesado como chumbo,  e era só a gente chegar e ouvir: “cuidado, não pisa, vai cair, a cera 'tá molhada.”Os vasos de plantas iam sendo colocados, estrategicamente, nos alpendres e nos cantos da casa, enfeitando com singeleza todas as salas e cômodos, com as latas enrolados em papéis coloridos dando um toque de delicadeza às samambaias, begôneas, avencas, cabelos-de-negro, tinhorões, dinheiro-em-penca; aí, a casa ganhava brilho e um aroma de mato...Que cheiro de limpeza,de gente boa e honesta... que cheiro de gente direita e feliz! Os sons públicos vinham do alto-falante do bar do Zequinha, empolgando a todos e anunciando as novidades para a festa. Em seguida, ele colava uma música “dedicadas aos caros ouvintes”, e, até hoje, lembro-me de uma assim: “Sabiá na gaiola fez um buraquinho, voou... voou...voou... E a menina que gostava tanto do bichinho, chorou, chorou, chorou...”. Na minha criancice, eu imaginava todo o enredo da música, que deixava meu coração doendo de dó da pobre menina. Na igreja, no final de tarde, o Padre Raimundo colocava alguns dobrados e havia uma música que me deixava intrigada: um cantor com a voz melancólica cantava: “... fim da tarde, cai o véu da noite e a cidade aos poucos vai ficar sem ti...”. Aquela canção me entristecia um pouco,porém, hoje, acho engraçada a lembrança. Na “casa de baixo” (assim chamávamos a casa onde nascemos), meu pai – João Afonso - e sua trupe musical ensaiavam para tocarem durante todos os dias da festa. Ouvia as vozes e notas se entrecortando para os acertos. A preocupação era geral, pois precisavam estar bem preparados para os cortejos da festa. Sendo a única atração na cidade, o movimento envolta da velha casa era grande, e juntava muita gente para assistir o ensaio da banda. Enfim, acertadas as notas e o dobrado, o som dos metais, a plenos pulmões, cortava o silêncio daquelas noites baldinenses.Outros ensaios aconteciam numa sincronia de sons. Na rua do Campo e na rua da Olaria, os catopês e as marujadas tocavam seus tambores, ouviam-se as suas vozes duetando e imitando um grunhido fino e longo. Os toques e vozes chegavam meio abafados, distantes, e tudo isso era instigante e belo ao mesmo tempo. Ah, meu Deus! quantas vezes, eu e outras crianças, depois de muitas brincadeiras na rua, íamos dormir embalados por aqueles sons genuínos e característicos daquela época...Os festeiros, que eram denominados reis, rainhas, princesas, príncipes, imperatrizes e damas, preparavam suas vestimentas típicas, feitas de tecidos brocados e de veludos, com longas capas se arrastando pelo chão, todas ornamentadas com muitas cores e brilhos. Apesar do sol abrasador e de muita poeira, o requinte e a elegância não eram dispensados. Os Catopês e as marujadas enfeitavam-se de fitas coloridas, espelhos, chocalhos feitos com tampinhas de garrafa, que colocavam sobre os pés, com suas roupas feitas de cetim. A Banda tinha os uniformes impecáveis, pareciam com o soldadinho de chumbo, só que nas cores azul e branca, ou o uniforme todo branco, que seria o de gala. Como, após a missa, o cortejo seguiria para o almoço, oferecido pelos festeiros que faziam  taxadas de comidas e de doces, que seriam servidos aos convidados componentes da banda, dos catopês, das marujadas e demais convidados. Quanta fartura, quanta abundância de aromas e sabores tão distintos! E pensar que tudo se arranjava e se transformava para um mesmo fim: a “festa de agosto...”A minha consciência daquele tempo tão contingente, de tanta luta, de tanta criatividade, torna esse testemunho essencial agora. É de quem esteve por perto, vivenciando toda aquela metamorfose cultural. Com um certo orgulho, hoje passo a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, como um quadro de Dalí ou um filme de Fellini... o retrato inusitado de seres humanos poéticos, instigantes e admiráveis.!VIVA NOSSA TRADIÇÃO! VIVA A FESTA DE AGOSTO!( Neiva Stelita Ferreira, filha de João Afonso)



SAUDADES DA INFANCIA EM BALDIM

Sempre tive orgulho de dizer que a cidade de Baldim, fez parte de minha infância. Lembro dos dias que iamos, familia reunida, tios, primos , pais, irmãos e principalmente os avós. Eram dias de alegria, carros cheios, expectativa de chegar logo, passavamos o dia todo de casa em casa visitando e a criançada amava, comida é o que nunca faltava, toda casa que iamos eramos recebidos com festa, mesa sempre farta, quintal para brincar, correr, ficar livre, sujar sem medo de levar bronca. E sem falar, principalmente dos pés de manga, hummm que saudade.....Nos lambuzavamos. Hoje o dia, as semanas correm e meu maior sonho é poder levar meus filhos, (bisnetos do Latacho) para conhecerem um lugar onde vivi intensamente minha infância. Desejo à todos muita paz e saúde e que as crianças de hoje, desta cidade tão acolhedora possam usufruir de todas as oportunidades que tivemos e que esta cidade traz. Como meu querido primo Gustavo disse:  Parabenizo pelo grande trabalho em divulgação, relatos e homenagem aos baldinenses , e que Deus continue iluminando todas as mentes dos dirigentes desta cidade chamada BALDIM.
    Erika Marise de Oliveira Quites, neta de Latacho.



Igreja de santo Antonio, Baldim
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MINHA INFANCIA EM BALDIM
Era uma vez... Passei toda a minha infância em Baldim. Estudei no Grupo Escolar "São Bernardo", de onde guardo as melhores lembranças dos tempos de escola. Foi lá, onde fiz as primeiras amizades que guardo até hoje num canto especial do meu coração. As minhas primeiras professoras foram Neide Reis e Maria Eufrasia, essa, um dia, chegou na "Classe e nos disse: "vou-me embora para Belo Horizonte estudar mais e buscar uma nova profissão, ficamos tristonhos e sem entender bem sobre o seu sonho... Mas, tudo passava e o primeiro provérbio que aprendi foi com D.Neide (bem na hora da prova), ela dizia: "é tempo de murici, cada um cuida de si ", aí, nem pensar em consultar o colega do lado. Outra era, nem pensar em "aprontar" e ter que ir ao gabinete falar com D.Wani, por quem guardávamos respeito profundo. Havia um ritual agradável para a criançada que eram as aulas de leitura debaixo de uma imensa árvore (um pé de jaca) que ficava no fundo do Grupo. Sentávamos no chão e nos deliciávamos com as estórias... Quando o assunto era Ciências, ah! aí vinham as excursões no Córrego do Firmino ou na Bica do Chiquito de Bruno, só pra ver como os sapinhos chegavam ao mundo, era excitante o nosso dia. Pra saber das aves, nada melhor do que uma galinha, que depois de destrinchada em plena sala de aula, a saudosa Dina fazia uma deliciosa farofa com a dita cuja, prá comemorar os sabios ensinamentos adquiridos da nossa sábia e dedicada professora . Tudo era fascinante e alegre. Nos estudos de Botânica, íamos mais longe: era um "pic-nic" de caminhão, pra fazenda do Sô Ademar ou em Contagem. Meu Deus, quanta experiência, com muita diversão! Recebíamos o conhecimento, na prática, sobre os diversos tipos de plantas, folhas, caules, flores e etc. Nada de televisão ou Internet. Tudo era repassado ao vivo e a cores para o nosso conhecimento. E como aprendíamos!..Ah! Nada era mais prazeroso do que comemorar as datas importantes, o dia das Mães, a Páscoa, a Primeira Comunhão, o dia da Arvore, o dia do Professor, com teatro, poesias, música, bolo e até um trono, feito de caixotes, onde o professor subia para receber nossas singelas homenagens, sem falar das datas cívicas, sempre lembradas e ressaltadas nas Aulas de Educação Moral e Cívica. As comemorações das datas cívicas eram acontecimentos importantes e da qual toda a sociedade baldinense participava com desfile de carros alegóricos, de todas as turmas de estudantes, discursos da Diretora, do Prefeito e demais autoridades. Um grande evento que movimentva a pacata Baldim e que todos davam um valor especial.  A escola tinha uma importância e um valor absurdos em nossas vidas. Éramos amigos da escola, sinceramente. O prazer de estudar era tão grande que queríamos permanecer mais tempo no Grupo do que em nossas casas ou até mesmo na rua. E pensar que nem sonhavam, naquela época, com a Escola Integral! Doces lembranças... Homenageio saudosamente, a Dina do Grupo, que nos preparava com muito carinho e alegria a merenda da cantina, o Sô Zé do Grupo,  que era o nosso querido e bondoso disciplinário, a quem respeitávamos como se fosse um pai, a Manela do Zé Miloteiro, falante e alegre, a todas pessoas que interagiram e contribuiram com essa linda fase que é a infância. Velhos e bons tempos aqueles... (Neiva Ferreira, filha de João de Afonso)

FORASTEIROS
Outro fato marcante daqueles tempos foi quando, um certo dia, desceram do ônibus, em frente ao Bar do Domingos Barbosa, dois "forasteiros", made in USA: Joe Rott e Terry Smith, vulgo, Terezinha Americana. Algo inusitado, diferente, para a criançada. Eles nos ensinaram noções de higiene, plantio de horta, criação de animais, eco turismo a cavalo, às margem do Rio das Velhas, foi  quando começamos a apreciar e respeitar a Natureza. Um mundo novo se abria para nós, a convivência diária com pessoas tão estranhas, com uma fala diferente e que nos fascinavam ao mesmo tempo. É que nunca haviámos tido contato com estrangeiros tão distantes, outra língua, outros costumes... A Lia Machado era a tradutora, de tão graciosa, acabou fisgando o boy. Estávamos fazendo intercambio sem nunca ter ouvido falar disso. E foi uma das primeiras palavras que aprenderíamos do Ingles. (Neiva Ferreira, filha de João de Afonso

sexta-feira, 26 de março de 2010

BALDIM, TERRA DE...



Rapadura
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NOSSOS PRODUTOS
Baldim passou da Terra da Cachaça para a Terra do Doce,
 do cheiro da Garapa para o cheiro da Goiaba.
 Baldim da Manteiga Virgínia do Omar Palhares,
 Baldim das Geléias de Mocotó de Raimundo Latacho.
 Baldim, a Terra do Quiabo,
 das madrugadas dos miçangueiros para o Ceasa.
Baldim, hoje, é a Terra do Doce.
 Doce de leite, Doce de frutas.
 Doces, muitos Doces.
 Baldim da Produção Agrícola: 
Cana de açucar, Milho, Manga, Tomate, 
Limão, Pepino, Quiabo e Feijão.
 Baldim da Produção de leite e seus derivados.
 Baldim do Rebanho Bovino e Suíno.
 Baldim das Granjas de produção de frangos.
 E mais Doces, muitos Doces...
 Baldim tem uma Fábrica de Andaimes,
 a Acoplation, 
e uma Fábrica de Sucos,
 a FrutySuk. 




Embalagem em tubo da Cachaça João da Costa
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ATENÇÃO
Estamos aqui divulgando a Cachaça João da Costa, o que poderia ser chamado de fazer "apologia da cachaça", uma hipocrisia, ou seja lá como irão chamar os leitores do Blog, diante dos debates que tivemos há poucos dias sobre a venda de bebidas nas festas religiosas. Na verdade, não estou aqui pra justificar esta divulgação, nada justifica, apenas que estaremos atentos às críticas que poderão ser feitas sobre o assunto, sem moderação. Ione, editora do Blog.

APRESENTAÇÃO DO PRODUTO
Agora temos um produto que pode divulgar melhor a tradicional cachaça de Baldim, recentemente, foi lançada a Cachaça João da Costa. Produzida artesanalmente, ela tem muito a acrescentar, além da qualidade do produto.Os vários tamanhos de garrafas, bem como o kit / box, vários tamanhos de garrafas que vem numa caixa, são todos resultado do reaproveitamento, agregando assim um valor ecológico ao produto e demonstrando a sensibilidade com o meio ambiente que os idealizadores e produtores tiveram. A cachaça está disponível em embalagens de 1L, 500ml, 355ml, 275ml e 50ml.A embalagem do Kit contém 3 tamanhos de garrafas, 1 copinho, 1 pimenta decorativa, 1 chapeuzinho de palha e 1 cartãozinho para mensagens, uma execelente idéia para presentes e premiações. 
  

Kit da Cachaça João da Costa
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CONTATOS E PREÇOS
Olá pessoal, segue anexo fotos de divulgação do nosso produto artesanal, a Cachaça João da Costa. Estamos aceitando encomendas das opções a seguir e continuamos pedindo a colaboração de todos, na doação de garrafas transparentes. Temos as caixas em várias cores. Abraços, Cristiane - 97447523 e Simone - 84154033 Preços: Garrafa individual: R$7,00 - Garrafa em embalagem tubo: R$12,00 - Kit/box: R$25,00 - Garrafa 500ml: R$9,00 - Garrafa 1L: R$12,00.

PARABÉNS
Ficou muito fofo o trabalho das meninas... Parabéns!! Boas vendas pra vcs.Por kétia em NOVO PRODUTO DE BALDIM às 09:20




 Fazenda Bom Pastor - Baldim

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ORQUIDÁRIO ARTE VIVA
O Orquidário Arte Viva está localizado na Fazenda Bom Pastor, no município de Baldim - Mg.
Acesse esse link:
e veja o álbum: "La Finca de Orquídeas", por Juliana Zamboni, com as fotos das mais belas orquídeas da "Fazenda Bom Pastor". E mais, vasos floridos, mudas e flores de corte.
 Atendimento: (31)3426-1752 zamboni.bhz@terra.com.br


 Orquídeas
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PRODUTORES RURAIS
O município dispõe de 3 tratores equipados com implementos agricolas, grades, arados, sugadores, roçadeiras e pipas para atender aos agricultores. Em parceria com o SENAR MINAS promove cursos voltados para o produtor rural e sua família e dá total apoio aos projetos elaborados pelo Escritório Local da Emater. A Administração Municipal em parceria com Jaboticatubas, mantém um Galpão dos Produtores na Rodovia MG010 para dar apoio as iniciativas dos produtores rurais.