BALDIM.

BALDIM.

terça-feira, 16 de março de 2010

DESTAQUES NA MÚSICA


 Seu João da Banda
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DEDICAÇÃO
Seu João da Banda, como é conhecido na cidade, João Bonifácio Pereira, É participante do Coral da Igreja, da Pastoral da Criança das novenas e encontros, sempre carregando seu violão para alegrar as reuniões. Seu João assumiu a direção da Corporação Musical Santa Cecília, em 1988, e, desde então, vem trabalhando com dedicação grande. Aos 70 anos, Seu João é ainda participante ativo na comunidade em outras atividades como uma Oficina de Artesanato, no Clube da Terceira Idade. Lá, ele dá o toque musical e ainda faz,sem constrangimentos, crochê e tricô, junto ao Seu Pinheiro, que está sempre  presente. Seu João é filho de Antonio Raimundo Pereira e Nazária Fernandes, casado e com D. Francisca Gomes Pereira, tem oito filhos e 17 netos.  


 Igreja São Vicente de
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 TEÓFILO NASCIMENTO
Teófilo é a voz  que faz todas as tardes, em São Vicente, a "Hora do Ângelus". Presta serviços incansáveis na comunidade de São Vicente, como voluntário, responsável pelo som da Igreja, dos anuncios de mensagens alegres ou tristes de utilidade pública. Ele está sempre lá.  Teófilo Carlos do Nascimento trabalhou até se aposentar, como eletricista, na Fábrica de Tecidos de São Vicente e durante toda sua vida ainda encontrou tempo pra se dedicar à Música. Fez parte da Corporação Musical de São Vicente. Teófilo, um exemplo de sua mãe, Mansueta Martins, mais conhecida como Zuta, colaborava também  nas Pastorais da Igreja, como Coordenadora do Coral de São Vicente, dona de uma linda voz, faz parte do Coral também de São Vicente. Seu pai,  João Herédia, era sapateiro, conhecido pelo seu trabalho em todo o município de Baldim. Teófilo é casado com Nadir Inácio, tem três filhos, Teófilo, Luciana e Letícia. São Vicente rende homenagem a esta voz que está sempre presente na comunidade. (Ceci Alves e Rosângela Ferreira), do Informativo "Interação"


Sargento Brandão, João de Afonso e Mozart Bicalho
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MOZART BICALHO
 João Afonso, Ao lado de Mozart Bicalho, compositor do Hino Baldim um.
Natália Fonseca disse... gostei de ver Mozart Bicalho presente na vida de Baldim. Saibam que ele nasceu em Bom Jesus do Amparo, minha cidade. Gostaria de saber mais do convívio de Mozart com outros moradores de Baldim. Deixo o meu e-mail a disposição para enviar relatos deste ilustre personagem e grande artista Mozart Bicalho.
Um abraço a todos! - Email: nataliafonseca87@yahoo.com.br

JOÃO AFONSO
Mozart Bicalho morou em Baldim por muitos anos deixando aqui grandes amigos. João de Afonso, estava presente quando Mozart Bicalho compôs o Hino a Baldim e deu palpites, tanto ele quanto Padre Raimundo Nassif, que exigiu a frase “de um velho templo de São Bernardo em sonho”, ao lado de Teiado, um mestre da música. João de Afonso foi Regente da Banda de Baldim durante quarenta anos e contou que o fundador da Banda foi o seu avô paterno, Mestre Vitalino. Herdou o dom musical da sua mãe, que era cantora lírica e responsável pelo Coral, durante muito tempo, quando todos os componentes do Coral cantavam por partituras. Manteve uma Escolinha de formação de músicos em sua casa e conta que mais de 40 pessoas se tornaram músicos depois de aulas com ele. Na sua regência, a banda tocou pra pessoas ilustres como Juscelino Kubistchek, Newton Cardoso, João Ferraz, Renato Azeredo, entre outros. (Ton)



 PARABÉNS SEU JOÃO DE AFONSO

Dia 16/09, Seu João de Afonso completou seus 90 anos. Para quem não sabe, se vc for a casa dele vai encontrá-lo tocando seu cavaquinho, solitário, às vezes,

mas sempre tocando como quem toca para multidões. Senhor João de Afonso Ferreira, foi o maestro da Corporação Musical Santa Cecília por longa data, até passar o cajado para o outro "Seu João". Já tocou para diversas celebridades. Tocou para Juscelino kubitschek e Dona Sarah, sua esposa, que aqui vieram para inaugurar a Grupo Escolar São Bernardo na década de 50. Mas antes de ser maestro, ele foi músico, aos pés do "Mestre Vitalino", seu pai, de quem herdou o ofício e ainda hoje é um amante da boa música. Também, não podemos esquecer o tradicional grupo “Ferro Velho”, composto por João Afonso, Zaguinha, Vadinho, Sô Quito, Geraldinho barbeiro, Nozinho Baianio e Zé de Antero, um orgulho para a comunidade baldinense.

DESTAQUES NA MÚSICA:
INSTRUMENTISTAS: João Afonso Ferreira - Nívio - Zé de Antero - Soquito - Vadinho - Seu Israel - Juca Teófilo - Peléia - Tupi - Domingos de Freitas - João Gato - Chiquito de Freitas - Teófilo Nascimento - Chico de Jorge - Zé de Freitas
CANTORES: Nívio - Ná de João Batista - Maria de Sousa - Zuta

quarta-feira, 10 de março de 2010

VIAJANDO NO TEMPO...





Empresa Ribeiro - Linha Baldim / Belo Horizonte
Foto by Geraldo Reis

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AS PRIMEIRAS LINHAS DE ÔNIBUS
Quanto à Linha de Ônibus para Sete Lagoas, a empresa pertenceu à família Rosa, de São Vicente: Alexandrino, João Batista e Agrícola Rosa (não sei se omiti algum nome, já que eu era criança naquela época). (Luizinho Soares)

PARTICIPAÇÃO  
Geraldo dos Reis disse: Esta foto foi tirada em 1961 na época em que morávamos em São Vicente.O fotógrafo foi meu irmão Afonso (hoje já falecido). Este ônibus deve ser da Empresa Ribeiro - Linha Baldim / Belo Horizonte. Quem nos cedeu esta foto foi meu outro irmão Marino Reis, que carinhosamente nos permitiu colocar no blog. Que saudade, recordando meu tempo de criança, viajando de São Vicente para Jequitibá, naquele onibus marron do Pedro Cândido. Quanta recordação dos bons tempos de São Vicente. Abraços.

VIAGEM NO TEMPO
Oi Geraldo, é a pura verdade, o nome Pedro Cândido faz a gente viajar para o tempo de criança. Eram viagens longas, poeirentas, sem nenhum conforto, mas tinham um sabor de liberdade e aventura que não tem hoje. As viagens hoje são assustadoras pela velocidade dos carros, acidentes e assaltos.Recordar também é viver. Obrigada pelo comentário. Ione

MECÂNICOS
Estamos falando de Domingos de Freitas e Silva, o primeiro mecânico de Baldim. Pedro Cândido era um mecânico que existia na entrada de Amanda, ponto obrigatório de parada dos ônibus da Empresa Ribeiro no trajeto Baldim - Belo Horizonte. Pedro Cândido foi proprietário da Linha de ônibus que ia para Sete Lagoas, passando pelo Depósito de Madeira, entroncamento para Pedra Branca, Cerradão, Estiva, Quebra Perna, Vargem Formosa, Ponte da Varginha e Jequitibá. Contava com a contribuição de seus filhos ao volante daqueles ônibus marrons. (Luizinho Soares)


 Jardineira de Baldim 
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À CAMINHO DA CAPITAL
"...Assim que a notícia chegou, a primeira coisa que me veio à cabeça, ao invés de ir ao último encontro com você, foi pegar a estrada para São Vicente e voltar. Voltar no tempo, seguindo as marcas que você deixou ao longo da estrada que você e seus carros construíram, literalmente.
 Hoje fica difícil imaginar isso: o descampado, uma pequena trilha e você guiando a sua Jardineira a caminho de Belo Horizonte. E passando tantas vezes pelo mesmo lugar, acabou fazendo a estrada que está lá praticamente a mesma coisa, com as mesmas curvas, os mesmos buracos e a mesma poeira forte deste início de seca. ... O progresso que, em vão, você tentou levar pra lá. Primeiro com seu Ford bigode, seus caminhões Tigre, suprindo a cidade de novidades, suas jardineiras, que hoje são ônibus, durante anos e anos levando e trazendo gente, fazendo favores, escutando desaforos, aguentando poeira e enguiços, mas sempre apontando no alto do morro de São Vicente com sua buzina forte e contínua para anunciar que a jardineira estava chegando. Era a festa diária da cidade, com todos na pracinha rodeando o coletivo enquanto você, tranquilamente, tirava água do joelho na roda de trás. "Carta de adeus a Joãozito" (Mario Ribeiro)

CRESCIMENTO
O crescimento do atual município, relativamente lento, teve como alicerces a indústria têxtil e a cultura do algodão. Com a construção da estrada de ferro Belo Horizonte-Sete Lagoas e a Rodovia Belo horizonte-Serro, incrementou-se a atividade agrícola e pecuária, ocupando lugar de destaque na economia do município. 



Camilo Fraga, Carlos Melles, Leo Burguês e Xandão
Reunião da FERVEM
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MELHORIAS PARA BALDIM NA ÁREA DE TRANSPORTES
No dia 1º de Junho, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, aconteceu a 7º Reunião da FERVEM – Frente Parlamentar dos Vereadores da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do Colar Metropolitano. Estiveram na reunião, o Secretário Estadual de Transportes e Obras Publicas – SETOP, Sr. Carlos Melles, o Secretário da Agencia Metropolitana Camilo Fraga, o Presidente da C M B H e da FERVEM Léo Burguês e 59 vereadores de diversas cidades.
Como coordenador da Região 5, no qual pertencem os Municípios de Baldim, Capim Branco, Funilandia, Jaboticatubas , Matozinhos, Pedro Leopoldo, Prudente de Morais e Sete Lagoas, o Secretário Estadual de Transportes Carlos Melles disse do empenho do governo, em melhorar a acessibilidade e o transporte para todos os moradores, porque o tráfego para chegar a Belo Horizonte está cada vez mais difícil. As reivindicações do município de Baldim que foram entregues foram as seguintes:
1 – O não pagamento de passagens para os idosos com mais de 60 anos (  a empresa SARITUR não atende  esse serviço até o município de Baldim  vai somente até São José do Almeida ).
2 – Construção da ponte sobre o Rio das Velhas ligando o município de Baldim a Funilandia, Prudente de Morais, Matozinhos e Pedro Leopoldo e Sete Lagoas.
3 – Construção de  uma nova rodovia tirando o transito do centro de Lagoa Santa.
4 – Duplicação da ponte sobre o Rio das Velhas entre o município de Lagoa Santa e Jaboticatubas.
5 – Manutenção das estradas vicinais para escoamento da produção agrícola do município , ( D E R e RURALMINAS ).
6 – Calçamento e asfaltamento em rua de Baldim, São Vicente, Vargem Grande, Vila Amanda, Mocambo,Gameleira, Botafogo, Timóteo ,Botafogo e Sumidouro.
7 – Asfaltamento da estrada que liga o município de Baldim a Santana do Riacho.

EXTENSÃO DA ROTA DE ÔNIBUS EM SÃO VICENTE
Acost pede extensão da linda de ônibus e gratuidade de passagens de agentes  de saúde no exercício da função. Procurando uma maior facilidade de locomoção dos moradores do Conjunto Habitacional São Tarcísio, a Acost encaminhará pedido à Saritur a extensão da rota do ônibus, que poderia fazer uma circular.  Partindo do local onde hoje pega passageiros e os traz de volta, seguindo menos de um quarteirão, entrando na rua F, virando a direita rua D, virando rua Al, à direita, entrando a direita a rua F, virando a rua do atual ponto, virando-se à esquerda e seguindo a rota normal. Pedindo ainda gratuidade da passagem das agente de saúde, com uniforme que estejam a trabalho no conjunto habitacional. Quem sabe algum vereador queira abraçar esta causa?
Geraldo Mariano - Acost/jumsv                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

VERSO




Praça de Baldim
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BALDIM, UNIVERSO COMPLETO
Luiz Eduardo Correa Soares
Baldim é quase um lugar...
Baldim fica entre duas vargens:
A Vargem Grande e a Vargem Formosa.
Para muitos,
Baldim não existe
Mas, afinal, nunca
Jamais encontramos o céu no mapa!
Baldim é pequenino, diminuto.
Mas é o UniversO
onde cabem todos os meus sonhos.


POEMA PARA BALDIM
Luizinho Soares
Agradeço a publicação do meu "singelo" poema, feito em uma noite muito fria (3 graus negativos) na cidade gaúcha de Gramado e eu o recitei para cerca de uma centena de jornalistas de todo o Brasil, que sempre faziam 'chacota' com Baldim e diziam que se tratava de uma cidade virtual.
 Enchi meu peito de coragem e o meu orgulho falou mais alto quando em forte eloquência (que eu busquei não sei de onde) bradei as palavras de meu poema em um salão de cidadãos boquiaberto.
 Por alguns segundos seguiu-se o silêncio, quebrado por uma salva de palmas efusiva para as poucas palavras alí proferidas, mas de sentimentos profundos. Foi assim que aconteceu. (Luizinho Soares)


 Dilma Ribeiro - Amanda
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NOVO LIVRO DA DILMA:
Estamos divulgando aqui o lançamento do novo livro da escritora, Dilma Martins Prates Ribeiro, "Versos Di-versos", que acontecerá em Belo Horizonte. D. Dilma, filha do Sr. Agapito, foi professora em Vila Amanda, distrito de Baldim. Sua mãe foi a primeira secretária da Prefeitura de Baldim. Apesar de ter nascido em Jaboticatubas, como ela mesmo diz, os melhores anos de sua vida ela os viveu em Baldim. D. Dilma fez em Baldim o lançamento do seu livro "Uma Vida Pela Vila", ocasião em que foi homenageada pelos funcionários e alunos da E.M. D. Emerenciana Augusta da Silva Xavier, entre outros. O novo livro da Dilma, com poesias que falam da vida que nos levam a pensar e agradecer a Deus por tudo que vivemos e temos em nosso redor. D. Dilma irradia simplicidade, simpatia e bons sentimentos. E, quando ela deveria ser a grande homenageada, é ela quem homenagea quem dela se aproxima. Parabéns D. Dilma. Outras obras da Dilma Ribeiro: 2001 - " A armadilha", livro infantil- 2004 - "Pérgula Literária VI", poesias-2005 - "Pérgula Literária VII", poesias/trovasPrêmios:-2004 - Medalha de Prata, pela poesia "Natureza"-2005 - Medalha de Bronze, pela poesia "Mesmice" Menção Honrosa Especial, pelo conjunto da obra. O novo livro da Dilma Ribeiro,Versos Di-versos, encontra-se á venda na Livraria Leitura do Shopping Patio Savassi.( Ton)
HINO A BALDIM


Letra e música de Mozart Bicalho
Tu que me deste guarida amor e consolação
plantaste terra querida em meu pobre coração
um canteiro de saudade outro de amor perfeito
Baldim, com sinceridade, plantado estás em meu peito
tenho saudades do tempo em que eu brincava risonho
á sombra do velho templo de São Bernardo
em sonho um arrebol de ternura com a luz da felicidade
minha sazão de doçura e hoje é só saudade. (Ton)

HILMA BASTOS
Oi Ione, Ainda ñ vi a poesia q falas na mensagem,.mas com certeza es linda como tudo q a Zila fazia. Desculpe-me por ñ ter respondido por onde começar conhecer nossa escritora.Mas realmente o Ton sabe mt. E tmb a tia Luiza Campelo, a Neide Reis, os Guimarães e Campelos que vivem em Jequitibá. E uma pessoa mt especial! minha querida mãe... Bem, já tem algumas fontes seguras e confiáveis. Um gd abraço e obrigada. Hilma Bastos, Espanha
ô Ione, eu vi três exemplares do livro Prosa na Varanda, lá no sebo em Sete Lagoas, é a única loja que conheço em Sete lagoas que vende livros usados ( sô do Bardim, tem Base? ela fica na rua perto do ponto de táxi, quer melhor endereço?) sobraram dois lá porque um eu trouxe comigo.Prof.Ton.
Olá Ton, vejo q você conheceu bem de verdade nossa querida Zila. Tem toda razão, era impossível tê-la conhecido sem se apaixonar por ela, ñao é verdade?                                                                                                                                                                     Te escreveu um livro sobre minha família, Basos Martins, q é o nosso tesouro. Quantas saudades ela deixou, ñ é mesmo? Hilma Bastos, Espanha



SAUDADE

Rio das velhas lembranças
que me trazem ate você
numa saudade que me arranca o peito
do que se foi e não voltarei a viver

o cheiro da terra vermelha
hoje o cinza não deixa pegadas
o leiteiro que se foi pra longe
nos terrenos verdes cheios de casas

a serpentina ja não esquenta
o que o meu peito esfriou
do cheiro de fumaça boa
e o tacho sujo que o carvão queimou

o barulho do estouro do judas
queimando em sábado de aleluia
das pastorinhas, dos reis e congado
e o boi da manta correndo na rua

meninos descalços na praça
na arena derruba o peão
as moças solteiras saem a noite
pro baile no badalado salão

a alvorada me acorda do sonho
que eu queria que voltasse pra mim
mas o amor ainda é o mesmo
da minha eterna e amada Baldim.
(Marina Torres, filha de Maria Eufrasia Torres)
  
A VENDA DO JOÃO DE AFONSO
O negócio começou nos idos dos anos 40: uma sociedade formada por Seu Zé Antonino, Vitor Machado e meu pai, João Afonso. As mercadorias vendidas na Venda eram produzidas na região ou "importadas" de Belo Horizonte, trazidas por meio de canoas, através do Rio das Velhas. Trabalho árduo, noites em claro, navegando sobre as águas escuras do rio. Depois, com o passar do tempo, chegaram os viajantes de Belo Horizonte e até de São Paulo. Mas, segundo meu Pai, a sociedade durou pouco porque o Vitor Machado queria ser "chofer" de caminhão e Seu Zé Antonino disse não ter paciência para ficar detrás de um balcão. O que ele queria era continuar os negócios do pai, mas anos depois, ele exerceu as suas próprias ideologias. Assim, meu pai comprou em “suadas” e suaves prestações a parte dos sócios, amigos e compadres. Reiterando o início, havia uma diversidade de mercadorias, vindas das mais diversas partes da região: as peneiras e os balaios do Geraldo Peneireiro; as roupas confeccionadas pelas costureiras de Baldim e São Vicente; as panelas e vasilhames de barro da "Maria do João Pedro da rua de baixo"; celas e arreios de cavalo do "Sô Zé Miúdo"; as correias e chinelos de borracha feitas pelo Natalício; as melhores botinas-gomeiras vinham de Santana do Pirapama; as facas curvelanas eram trazidas por meu avô materno, Vital de Curvelo; o fubá, meu pai produzia em seu próprio moinho d'agua; a farinha de mandioca era fornecida pela Vilma do Patrimônio; souvenir de cobre do Zé de Freitas de Vila Amanda; baús, crucifixos, caixinhas, etc. do Seu Herculano; bijouterias de pedras do Roberto Retratista, as especiarias do mascateiro, trazidas no lombo de sua mula, eram do Seu Messias da Serra; pirulitos da D. Naide, café moído na hora, rapadura, biscoitos, doces, enfim, vendia-se de tudo o que produzia em Baldim e região. Naquela época, era vendido o tecido no metro para confecção de roupas, lençóis, bem como todos os tipos de aviamentos necessários; os pescadores vinham à procura de anzóis dos mais variados tamanhos, da linha de nylon e do "encastou de chumbo". Mesmo sem dinheiro, ninguém ficava sem comprar, pois o fiado era cultural e todos tinham sempre crédito, sendo a mercadoria anotada no livro de conta (dizia-se: "anota aí, Sô João), e pagava-se quando pudesse. A população criou um vínculo recíproco com a Venda, pois era lá onde toda a redondeza fazia suas compras e encontrava os amigos; paqueravam, era o ponto de partida e chegada dos ônibus. Era onde guardavam suas sacolas e pertences, onde esperavam pelos eventos festivos, liam o jornal que sempre ficava sobre o balcão; politicavam, era lá onde aprendiam os primeiros acordes de um instrumento, ensaiavam e fundavam os grupos musicais, combinavam e organizavam os eventos da cidade ou, simplesmente, batiam papo assistindo o movimento da Praça. A Venda, como era chamada a loja de armarinho, tinha o ecletismo de seu dono e a essência de um povo... A verdade foi que, por durante muitas e muitas décadas, a "Venda do Sô João de Afonso" acolhia e pluralizava a região, com o desenvolvimento intelectual, a amizade sincera, a criatividade, o consumo dos produtos naturais, o intercâmbio de costumes e valores da sociedade, enfim, o exercício da cultura do nosso povo. Que pena que chegou a especulação imobiliária, e por ela,  e a Venda teve que encerrar a sua história... e perdemos um espaço que era de todos. Quem conheceu e a frequentou, lembra com muita ternura e saudade... ( por Neiva, Dirley e Zilda, filhas do Sô João de Afonso)

AMEI BALDI
Anízia Nacif Reis
Infância sofrida, alegria reprimida, conheci lamentos…
Quando cheguei pra vida, tão pequena assim,
Brinquei sob o luar, andei por caminhos lamacentos.
Amassei o barro, pisei cascalho e amei Baldim…
De família mediana, fui irmã de Jô.
Ainda era feliz quando chorava contente,
Nos folguedos de criança, às vezes criança só,
Fui feliz, aprendi quando cresci de repente…
Jovem ardente, alegria de graça, Baldim ganha a primeira praça.
Simples de cabelo lavado, único vestido, ganho um namorado.
Senti desejo ao ganhar um beijo. Ah! A juventude passa…
Num doce enlevo, marca até hoje, me atrevo, o e lembrado…
Tudo belo, repleto de emoções, o amor primeiro,
Nos arroubos da juventude, na inocência rara.
No cinema o alto-falante, em alto tom: Augusto Calheiros.
E preciso viver; o tempo urge o tempo não para...
Baldim dos meus sonhos do primeiro encanto,
Parte de minha estória, mundão de felicidade,
Lembrando a canção da vitrola, Calheiros no suave canto.
 “meu amor morreu na virada da montanha”: sinto saudades!...

CHAPÉUS
...adorei a lembrança da "Venda do Sô João de Afonso", vocês esqueceram de mencionar a "seção" de chapéus que vinham do Serro, do "Panamá" e outras cidades. Na época de festas, todos queriam ficar bonitos, aí o balcão da venda ficava cheio de chapéus e os fregueses que levavam "horas e horas" experimentando e escolhendo um. Bons tempos, saudades do Sô João. Abraço a todos vocês. (Anônimo)

CONTERRÂNEOS
Queridos conterrâneos, essa doce lembrança da venda do Sô João de Afonso me remeteu a adolescência e os preparativos para uma festa ou baile na cidade. Tudo começava quando a gente ía até a venda escolher o tecido, enfeites e aviamentos para confeccionar o vestido pra festa ou baile, e depois, a expectativa de encontrar o seu príncipe encantado no evento. Saudades... Bjs. Domingo, 03 Abril, 2011  (Anônimo)